O início de 2026 marca o fim da cobrança do IPVA para uma parcela majoritária dos motociclistas paulistas. A nova legislação sancionada pelo governo estadual elimina o imposto para veículos de duas rodas com até 180 cilindradas, desde que pertencentes a pessoas físicas.
Quem são os beneficiados pela medida em 2026?
Segundo a Agência de SP, a isenção fiscal foi desenhada para aliviar o orçamento de quem utiliza a motocicleta como ferramenta de trabalho, focando especialmente em entregadores e prestadores de serviços. Com a atualização da Tabela Fipe e a vigência imediata da lei, o benefício cobre modelos populares de baixa cilindrada.
Os dados oficiais projetam que 76,3% de toda a frota circulante no estado de São Paulo deixa de pagar o tributo. Em números absolutos, isso representa cerca de 4,3 milhões de motos livres da taxação anual, de um total de 5,7 milhões de unidades registradas.

Regularidade documental é requisito obrigatório
A gratuidade do imposto não significa anistia total de débitos anteriores ou desobrigação com outras taxas. O texto legal condiciona o benefício à situação regular de registro e licenciamento do veículo junto ao Detran-SP.
Para garantir o IPVA zero neste ano, o proprietário deve estar em dia com multas de trânsito e com a Taxa de Licenciamento Anual. Veículos com pendências administrativas ou restrições judiciais podem não ser contemplados automaticamente pela regra.
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Impacto econômico e responsabilidade fiscal
A renúncia de receita foi calculada para não comprometer o equilíbrio das contas públicas estaduais, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal. A estratégia reconhece o papel social da motocicleta na logística urbana e na geração de renda familiar.
Ao desonerar o patrimônio de quem mais precisa, o governo espera aumentar o poder de compra da classe trabalhadora e incentivar a regularização da frota, reduzindo a inadimplência histórica do setor.

Resumo da isenção vigente
- O benefício aplica-se exclusivamente a motos, motonetas e ciclomotores de até 180cc de pessoas físicas.
- A isenção é válida para o exercício de 2026 e exige que o veículo esteja devidamente licenciado.
- A medida abrange a grande maioria das motos usadas em serviços de delivery e transporte rápido.

