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Goldman Sachs supera estimativas no 1T25 e anuncia recompra de ações de US$ 40 bilhões

O Goldman Sachs divulgou nesta segunda-feira (14) os resultados do primeiro trimestre de 2025, superando as expectativas do mercado e impulsionando suas ações. A análise é de William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Segundo o especialista, a receita líquida do banco americano alcançou US$ 15,06 bilhões no período, alta de 6% em relação ao 1T24 e acima dos US$ 14,98 bilhões projetados por Wall Street. “Os números vieram fortes, com destaque para o desempenho robusto das áreas de trading e investment banking”, avaliou Alves.

O segmento Global Banking & Markets cresceu 10%, totalizando US$ 10,71 bilhões. Dentro da divisão, o Investment Banking teve alta de 10% (US$ 2,21 bilhões), Fixed Income, Currency and Commodities (FICC) avançou 9% e Equities subiu 27%, alcançando US$ 4,19 bilhões.

Já Asset & Wealth Management recuou 3%, para US$ 3,68 bilhões, impactado por menores retornos em private equity. O setor de Platform Solutions, que inclui serviços bancários digitais, cresceu 8%, chegando a US$ 668 milhões.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 16,9% (ante 14,8% no 1T24), enquanto o retorno sobre patrimônio tangível (ROTE) ficou em 17,7% (ante 15,9%). As provisões para perdas de crédito caíram 25% ano a ano, somando US$ 392 milhões, refletindo menor exposição a riscos com cartões e empréstimos comerciais.

O lucro por ação (EPS) atingiu US$ 14,12, acima dos US$ 12,31 esperados e dos US$ 11,58 registrados no mesmo trimestre do ano passado. A receita de juros líquida (NII) subiu 5%, totalizando US$ 2,45 bilhões, beneficiada por depósitos recordes de US$ 471 bilhões (+8,8% a/a).

O banco também anunciou dividendos de US$ 3,00 por ação e aprovou um programa de recompra de ações de até US$ 40 bilhões, com US$ 2,5 bilhões já executados no trimestre.

Apesar do desempenho positivo, o CEO David Solomon destacou que o banco segue atento a um “ambiente volátil”, em função de tensões comerciais globais. Ainda assim, ressaltou a força da instituição em suas áreas estratégicas de trading e assessoria financeira.

Fachada do prédio Goldman Sachs.
Goldman Sachs (Foto: divulgação)