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Geólogos relatam que, há cerca de 30 milhões de anos, o continente começou a se separar e, hoje, o processo está criando um novo oceano

Paulo Silva Por Paulo Silva
24/03/2026
Em Curiosidades, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O mistério sobre por que a África se divide atrai a atenção de cientistas do mundo inteiro. Esse evento geológico rasga o solo lentamente e promete criar um oceano inédito no futuro.

Como o continente começou a se separar em duas partes?

A crosta terrestre não é uma peça única e inquebrável. O afastamento das gigantescas massas de terra começou há cerca de 30 milhões de anos, impulsionado por forças massivas localizadas nas profundezas do nosso planeta.

A fenda principal atua como um enorme zíper abrindo a pedra. Essa grande rachadura é o Sistema de Rifte da África Oriental, o local exato onde a pressão subterrânea se concentra e divide o solo.

Close detalhado do solo rachando e cedendo à pressão interna.
Close detalhado do solo rachando e cedendo à pressão interna.

Qual é a placa tectônica responsável por essa ruptura?

A imensa plataforma continental está sendo puxada em direções opostas de forma constante. A parte maior e mais pesada da base rochosa permanece quase estática, enquanto um bloco menor desliza vagarosamente em direção à costa leste.

Esse cabo de guerra invisível enfraquece a estrutura do solo ao longo de milhares de quilômetros. A tensão acumulada resulta em falhas profundas que cortam a paisagem e expõem a fragilidade da superfície terrestre perante a força natural.

Penhascos imponentes revelando as camadas rochosas do Vale do Rifte.
Penhascos imponentes revelando as camadas rochosas do Vale do Rifte.

Qual é a real velocidade dessa grande mudança geológica?

Em uma escala de tempo humana, a terra sob os pés parece totalmente imóvel. Os blocos rochosos gigantes se afastam a uma taxa de apenas 2,5 a 5 centímetros por ano, um ritmo que passa despercebido no cotidiano.

Para a escala de tempo da geologia, essa mesma velocidade indica um rompimento rápido. O movimento contínuo fragmenta o relevo sem parar, gerando buracos imensos e depressões que alteram a geografia da região permanentemente.

O que exatamente empurra o solo e causa as rachaduras?

O verdadeiro motor dessa transformação reside muito abaixo da crosta visível. Movimentos intensos de rocha derretida sobem do manto terrestre e forçam a base do continente para cima e simultaneamente para os lados.

O calor extremo amolece e afina a camada de rocha sólida. Informações geológicas publicadas pelo Observatório da Terra da NASA indicam que a ocorrência de pequenos tremores reflete diretamente essa expansão térmica profunda.

Quais são os principais sinais visíveis na superfície?

A alteração constante do relevo cria paisagens únicas e extremas ao longo de toda a falha. O surgimento de fendas extensas rasga o chão, evidenciando a quebra da camada superior que suporta os biomas locais.

Os pesquisadores convivem com a formação de falésias íngremes e atividades de vulcanismo. Essas dinâmicas rochosas imponentes comprovam a imensa força estrutural da natureza, alterando o ambiente e forçando adaptações em todo o ecossistema.

Leia também: Geólogos encontram a maior jazida de lítio do planeta sob um supervulcão, que está avaliada em 413 bilhões de euros

Por que um novo oceano vai surgir nessa região exata?

Conforme as plataformas de pedra se distanciam, a área central afunda de forma gradual, criando uma depressão gigantesca. Esse rebaixamento drástico permitirá que as águas salgadas invadam a superfície no futuro.

Os registros apontam as etapas geológicas necessárias para a formação final do novo mar:

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  • Aumento progressivo das rachaduras ao longo da falha principal.
  • Rebaixamento contínuo da elevação do terreno central.
  • Enfraquecimento e afinamento total da crosta continental.
  • Invasão definitiva das águas salgadas nas depressões.
  • Estabelecimento de um fundo oceânico permanentemente ativo.

No vídeo a seguir, o canal com mais de 2 milhões de inscritos, Tinocando TV, fala um pouco sobre o assunto:

Quando o mapa mundial será completamente alterado de vez?

A divisão total da base terrestre e o isolamento das massas rochosas não vão ocorrer do dia para a noite. Especialistas em dinâmica do planeta calculam que ainda serão necessários milhões de anos para a água separar tudo definitivamente.

O foco da ciência permanece no monitoramento constante das forças térmicas. A natureza continua sua evolução silenciosa, redesenhando fronteiras físicas com enorme paciência e provando que a topografia atual é apenas um rascunho temporário.

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