A Gruta de Krubera é o cenário de uma das expedições mais árduas da espeleologia moderna, onde exploradores enfrentam a escuridão absoluta para atingir o ponto mais profundo do planeta. Documentada pelo youtuber Ruhi Çenet, essa descida de 2.197 metros exigiu oito dias de esforço brutal e resultou na perda de 10 kg de massa corporal dos participantes.
Onde fica esse abismo subterrâneo?
Localizada no maciço Arabika, na região da Abkházia (Geórgia), essa formação geológica é frequentemente chamada de “Everest das Cavernas”. Seu perfil é extremamente íngreme, composto por uma sucessão de poços verticais e passagens estreitas que penetram as entranhas da crosta terrestre.
A exploração desse local é um marco histórico, sendo a primeira caverna a superar a barreira dos 2.000 metros de profundidade. O ambiente é hostil e isolado, mantendo segredos geológicos e biológicos intocados por milhões de anos, acessíveis apenas a equipes de elite.

Como foi a expedição de Ruhi Çenet?
Acompanhado por espeleólogos experientes da Rússia e da Crimeia, Ruhi Çenet documentou a descida em um ambiente onde a luz do sol jamais alcança. A equipe carregou equipamentos pesados através de fendas minúsculas e precisou instalar acampamentos provisórios em profundidades extremas para sobreviver à jornada.
O desgaste físico foi imediato e severo, causado pela umidade constante, frio e o esforço de escalar e rastejar por quilômetros de terreno acidentado. A perda média de 10 kg por pessoa ilustra a demanda calórica insana necessária para manter o corpo funcionando nessas condições adversas.
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Quais são os maiores perigos da descida?
A segurança na descida é constantemente ameaçada pela imprevisibilidade da natureza subterrânea. Além do risco de quedas em abismos de até 30 metros, os exploradores lidam com o medo psicológico do confinamento e a exaustão muscular crônica.
Os principais desafios enfrentados pela equipe incluem:
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Inundações Repentinas: Os “sumps” (poços inundados) podem subir centenas de metros rapidamente durante chuvas externas.
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Ar rarefeito: A presença de partículas em suspensão e a ventilação precária dificultam a respiração.
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Hipotermia: A umidade de quase 100% combinada com baixas temperaturas drena o calor do corpo.
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Passagens Estreitas: Muitos trechos exigem ferramentas para alargar a rocha, forçando o corpo a posições antinaturais.
⚠️ Perigos da Descida
Riscos Críticos na Exploração Subterrânea
INUNDAÇÕESO Fenômeno dos “Sumps”Poços inundados podem subir centenas de metros rapidamente durante chuvas, bloqueando qualquer saída.🧠 Desafios do Corpo
- Passagens Estreitas: Exigem ferramentas para alargar a rocha e posições antinaturais.
- Abismos: Risco constante de quedas de até 30 metros.
- Psicológico: Medo do confinamento e exaustão muscular crônica.
❄️ Clima Mortal
- Hipotermia: Umidade de 100% + baixas temperaturas drenam o calor do corpo.
- Ar Rarefeito: Partículas em suspensão e falta de ventilação dificultam a respiração.
- Imprevisibilidade: A natureza subterrânea muda sem aviso.
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Como a exploração evoluiu historicamente?
A conquista da profundidade máxima não aconteceu em uma única tentativa, mas sim através de décadas de persistência. Expedições sucessivas foram, pouco a pouco, revelando novos trechos e conexões que permitiram aos humanos chegarem cada vez mais fundo.
A tabela abaixo mostra a progressão dos recordes de profundidade alcançados no local:
| Ano da Expedição | Profundidade Alcançada | Marco Histórico |
| 1960 | Exploratória | Descoberta inicial da caverna |
| 2001 | 1.710 metros | Recorde mundial da época |
| 2004 | 2.000 metros | Superação da barreira dos 2km |
| 2012 | 2.197 metros | Atual ponto mais profundo (Gennady Samokhin) |
Desça à caverna mais profunda da Terra. O vídeo é do canal Ruhi Cenet Documentaries, que conta com mais de 17,6 milhões de inscritos, e detalha a perigosa expedição de 8 dias à Caverna Krubera, revelando passagens estreitas e novas espécies animais:
O que a ciência busca no fundo do mundo?
O objetivo final dessas missões vai além do recorde esportivo; trata-se de uma busca por conhecimento biológico. Os cientistas esperam encontrar novas formas de vida que evoluíram em total isolamento, adaptadas à ausência de luz e à alta pressão.
Esses organismos podem oferecer pistas valiosas sobre a adaptação da vida em ambientes extremos, inclusive em outros planetas. Como ressaltou Ruhi, a curiosidade humana é o motor que permite superar o medo e transformar a escuridão em descoberta científica.