O acelerador de partículas Sirius é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. Localizado em Campinas, ele funciona como um “super microscópio” de última geração, capaz de revelar estruturas microscópicas em alta resolução.
O que é o acelerador de partículas Sirius e como ele funciona?

Diferente de aceleradores como o LHC, que colidem partículas, o acelerador de partículas Sirius foca na geração da luz síncrotron. Ele acelera elétrons a velocidades próximas à da luz para produzir um brilho intenso que atravessa materiais e revela detalhes atômicos.
Essa tecnologia de 4ª geração coloca o Brasil em um grupo seleto de apenas três países com tal capacidade técnica. O equipamento permite observar fenômenos em tempo real, sendo essencial para o avanço da medicina, energia e nanotecnologia.
Quais são as etapas da aceleração dentro do Sirius?
O processo de aceleração ocorre em três estágios principais que levam os elétrons a níveis altíssimos de energia. Tudo começa no Linac (acelerador linear), seguido pelo Booster, onde os elétrons ganham força antes de entrarem no anel principal.
Para que você compreenda as diferenças entre o Sirius e outros modelos famosos, preparamos uma comparação técnica baseada na finalidade de cada estrutura:
| Característica | Sirius (Brasil) | LHC (Europa) |
| Partícula | Elétrons | Prótons e Íons |
| Objetivo | Gerar luz síncrotron para análise | Colidir partículas para física pura |
| Aplicação | Ciência de materiais e biologia | Origem do universo e subpartículas |
Como o laboratório garante estabilidade extrema para as pesquisas?
A precisão do feixe de elétrons, que é mais fino que um fio de cabelo, exige um ambiente de absoluta imobilidade. O prédio do acelerador de partículas Sirius possui um piso isolado de vibrações externas e controle térmico rigoroso.
Para explorar os bastidores da ciência de ponta no Brasil, selecionamos um vídeo do canal Manual do Mundo, que possui mais de 18 milhões de inscritos. No conteúdo a seguir, você acompanhará uma visita detalhada ao Sirius, um dos aceleradores de elétrons mais avançados do mundo, localizado em Campinas:
Qualquer trepidação milimétrica poderia desalinhar o experimento, inviabilizando a coleta de dados. Por isso, a engenharia civil do complexo é considerada uma das mais avançadas do mundo, suportando toneladas de equipamentos com estabilidade total.
Quais as principais aplicações práticas da luz síncrotron?
A luz produzida é direcionada para as chamadas “Linhas de Luz”, onde os pesquisadores instalam seus experimentos. É possível analisar desde a interação de raízes com o solo até a estrutura interna de rochas do pré-sal sem destruí-las.
Para detalhar a magnitude deste projeto científico nacional, listamos os principais indicadores técnicos validados pelo CNPEM:
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Tecnologia: Luz Síncrotron de 4ª geração (uma das mais brilhantes do mundo).
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Localização: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Campinas-SP.
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Investimento: Cerca de 85% dos recursos foram destinados a empresas brasileiras.
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Circunferência: O anel principal possui 518 metros de extensão.
Por que o Sirius é motivo de orgulho para a ciência nacional?
O Sirius representa a autonomia tecnológica brasileira e a capacidade de realizar ciência de ponta em solo nacional. Ele atrai pesquisadores do mundo inteiro, consolidando o país como um hub de inovação e excelência acadêmica.
Segundo dados do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), o acelerador é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de novos fármacos e soluções sustentáveis. O Sirius prova que o Brasil pode liderar a fronteira do conhecimento humano.

