Muitos aquaristas se encantam com filhotes de peixes exóticos, mas a realidade é que muitos deles se tornam verdadeiros “monstros” de água doce. Conhecer o potencial de crescimento dos peixes jumbo é o primeiro passo para evitar maus-tratos e garantir uma criação responsável.
A Pirarara: o bagre que come de tudo
A Pirarara é um dos bagres mais bonitos e resistentes, ideal para quem está começando com aquários de grande porte. No entanto, sua principal característica é ser uma predadora extremamente voraz e oportunista: ela tentará comer qualquer coisa que caiba em sua boca, incluindo outros peixes e até peças do aquário.
O crescimento é assustadoramente rápido. Um filhote de 10 cm pode facilmente passar dos 60 cm em apenas dois anos, exigindo um tanque de milhares de litros. É um peixe que ensina na prática o que significa ter um gigante em casa.
O Pirarucu: o maior peixe de escamas do mundo
O Pirarucu é uma lenda dos rios brasileiros, podendo atingir 3 metros na natureza. No aquarismo, ele é considerado inadequado para tanques comuns. Sua cabeça óssea e seu comportamento estabanado podem facilmente quebrar o vidro de um aquário durante um salto.

A criação responsável do Pirarucu é recomendada apenas em lagos ou tanques com mais de 5.000 litros. A pesca e manejo dessa espécie são controlados por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para garantir sua preservação.
Peixes para iniciantes e experientes:
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Pirarara: Ótima para iniciantes em “Jumbos”, mas cresce muito rápido.
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Pirarucu: Apenas para especialistas com lagos, inadequado para aquários.
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Aruanã: Exige um aquário perfeitamente tampado devido aos saltos.
A Aruanã: o saltador que vive na superfície
A Aruanã Prata é um ícone do aquarismo, famosa por nadar elegantemente na superfície. Apelidada de “peixe macaco”, ela tem o instinto de saltar para fora d’água para capturar insetos, um comportamento que se torna um grande risco no aquário.
Chegando a 1 metro de comprimento, a Aruanã exige um aquário perfeitamente tampado, pois a menor fresta pode ser uma rota de fuga fatal. Manter esse peixe é um exercício constante de atenção aos detalhes para garantir sua segurança.
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O Trairão: um dos predadores mais agressivos
O Trairão da Amazônia é um peixe primitivo que pode passar de 1 metro e 10 quilos. Ele é considerado um dos animais mais agressivos e perigosos do aquarismo “Jumbo”, não sendo indicado para iniciantes.
Seu instinto predador é tão forte que ele ataca sem hesitar outros peixes e até mesmo a mão do aquarista durante a manutenção do tanque. Ter um Trairão exige um aquário dedicado e muito respeito pela sua natureza selvagem, um comportamento estudado pela ictiologia, ramo da zoologia que tem seus dados compilados por instituições como o IBGE.
| Espécie | Tamanho Máximo (Aprox.) | Principal Desafio |
| Pirarara | 1,3 m | Voracidade extrema e crescimento rápido. |
| Pirarucu | 3 m | Inadequado para aquários; risco de quebra. |
| Aruanã | 1 m | Saltador; exige aquário 100% tampado. |
| Trairão | 1 m | Agressividade extrema; perigoso no manejo. |
| Arraia | 80 cm (disco) | Exige grande área de fundo e é sensível. |
As Arraias: a beleza que exige espaço no fundo
O Brasil é uma referência mundial em arraias de água doce, e espécies como a Leopoldi são o sonho de muitos aquaristas. No entanto, as fêmeas podem atingir 80 cm de diâmetro de disco e pesar mais de 10 quilos, exigindo tanques com uma área de fundo muito grande.
Para aprofundar o seu interesse pelo aquarismo jumbo, selecionamos o conteúdo do canal BRASIL JUMBOS, referência para entusiastas de grandes espécies. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente dez peixes brasileiros, como a Pirarara e o Pirarucu, que surpreendem pelo tamanho e exigem cuidados específicos com o dimensionamento do tanque:
São animais caros, sensíveis à qualidade da água e que demandam um aquário com layout específico, sem objetos pontiagudos. A cópula também pode ser agressiva, exigindo cuidado ao misturar machos e fêmeas.

