O edifício sede do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, é um dos maiores símbolos da arquitetura moderna de Oscar Niemeyer. Inaugurado em 1960, o prédio representa a cúpula do Poder Judiciário brasileiro e a transparência democrática da capital.
O que torna a arquitetura do STF um ícone de Brasília?
A fama do edifício deve-se à leveza de suas colunas curvas de concreto, que parecem apenas encostar no chão. A fachada de vidro foi projetada para simbolizar a transparência das decisões da justiça, permitindo que a luz do Cerrado ilumine o ambiente de trabalho dos ministros.
A estrutura parece flutuar sobre o espelho d’água, criando uma harmonia visual com os palácios vizinhos. Para quem deseja saber como visitar o STF, entender essa integração urbanística é o primeiro passo para apreciar a genialidade do traçado de Lúcio Costa e as curvas de Niemeyer.

Quais são as obras de arte presentes no exterior e interior?
O complexo do STF abriga tesouros artísticos que são marcos do patrimônio nacional. A estátua “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, sentada em frente ao prédio com os olhos vendados e a espada, é a imagem mais famosa e fotografada do Judiciário brasileiro.
Para que você conheça os detalhes artísticos que encontrará durante o tour, listamos as principais obras a seguir:
-
A Justiça: Escultura em granito de Ceschiatti na área externa.
-
Painel de Athos Bulcão: Localizado no interior, com padrões geométricos icônicos.
-
Bustos de Juristas: Homenagens a grandes nomes do Direito na Galeria dos Ministros.
-
Mobiliário de Design: Peças exclusivas assinadas por grandes designers brasileiros.
Como funciona o agendamento de visitas para o público?
O tribunal oferece um programa de visitação guiada que permite ao cidadão conhecer o Plenário, onde ocorrem os julgamentos históricos, e o Museu do STF. As visitas são gratuitas e devem ser agendadas previamente através do site oficial do tribunal.
Para ajudar você a planejar o melhor dia para sua visita, preparamos uma comparação técnica baseada na rotina da corte:
| Tipo de Dia | Atividade Principal | Perfil da Experiência |
| Dias de Sessão (4ª e 5ª) | Julgamentos ao vivo no Plenário | Foco jurídico e político (traje formal) |
| Finais de Semana | Visitação Guiada Institucional | Foco turístico, histórico e arquitetônico |
| Dias Úteis (Sem Sessão) | Atividades administrativas | Menor fluxo e foco no Museu |
Qual a importância histórica do Museu do Supremo?
O Museu do STF preserva a memória da justiça brasileira desde o período imperial até a atualidade. No acervo, o visitante encontra documentos históricos, como o processo da Abolição da Escravidão, e os móveis originais que foram utilizados nas sedes anteriores do tribunal no Rio de Janeiro.
Para descobrir os bastidores e as curiosidades de quem trabalha na mais alta corte do país, selecionamos este conteúdo do canal oficial do STF. No vídeo a seguir, uma estagiária mostra de forma leve e dinâmica os espaços, a rotina e os privilégios de atuar no edifício-sede do judiciário:
Conhecer esse espaço é entender a evolução dos direitos fundamentais no Brasil. Para informações oficiais sobre horários e requisitos de segurança (como o dress code), o Portal do STF e o site da Prefeitura de Brasília/GDF são as fontes de autoridade.
O que observar na Praça dos Três Poderes ao visitar o prédio?
Estar no STF significa estar no centro geográfico do poder nacional, cercado pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Observar a simetria entre esses edifícios ajuda a compreender o equilíbrio entre os poderes que fundamenta a República brasileira.
Ao final do passeio, caminhar pela praça permite ver outros marcos como o Panteão da Pátria e o Mastro da Bandeira. A visita ao Supremo é, portanto, uma aula prática de civismo, história e arte moderna no coração da capital federal.

