Operando na Bacia de Campos, a Plataforma P-55 é um dos maiores marcos da engenharia offshore brasileira. Com 52 mil toneladas, essa estrutura semissubmersível é responsável por extrair petróleo a 1.800 metros de profundidade, garantindo energia para o país.
Como funciona uma plataforma semissubmersível?
A P-55 não é fixa no fundo do mar; ela flutua. Sua estrutura é apoiada em enormes colunas e pontões que ficam submersos, garantindo estabilidade mesmo em mares agitados. Ela é ancorada ao leito marinho por cabos e âncoras de alta resistência.

Essa tecnologia permite que a plataforma opere em águas ultraprofundas, onde estruturas fixas seriam inviáveis. É uma cidade flutuante projetada para processar óleo e gás no local e enviá-los para a costa ou navios aliviadores.
Qual a capacidade de produção desse gigante?
A Plataforma P-55 foi projetada para processar volumes massivos de hidrocarbonetos. Ela tem capacidade para produzir cerca de 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
Esses números a colocam como uma peça estratégica na produção nacional. A operação e segurança dessas unidades são rigorosamente fiscalizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), garantindo o cumprimento das normas ambientais.
Números da P-55:
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Peso: 52.000 toneladas.
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Área: 10.000 m² (equivalente a 1 campo de futebol).
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Profundidade de operação: 1.800 metros.
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Acomodações: Capacidade para 100 pessoas.
Como foi a construção e montagem da P-55?
A construção da P-55 foi um feito logístico, com módulos construídos em diferentes partes do Brasil e do mundo. A união final das partes (casco e convés) foi realizada no Estaleiro Rio Grande (RS), em uma operação de “mating” (acoplamento) de alta complexidade.
Para entender a complexidade da produção de petróleo em águas ultraprofundas, destacamos o conteúdo do canal Petrobras. No vídeo a seguir, é detalhada visualmente a construção, montagem e integração da plataforma P-55, uma das maiores unidades semissubmersíveis do mundo, instalada no campo de Roncador, na Bacia de Campos:
O projeto priorizou o conteúdo local, gerando milhares de empregos na indústria naval brasileira. É um exemplo da capacidade técnica nacional em desenvolver soluções para o pré-sal e pós-sal.
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Qual o impacto econômico da plataforma?
A P-55 é vital para o Campo de Roncador, um dos maiores produtores da Bacia de Campos. O petróleo extraído ali movimenta royalties e abastece o mercado interno. A tabela abaixo resume sua capacidade técnica, conforme dados da Petrobras.
| Recurso | Capacidade Diária | Destino Principal |
| Petróleo | 180.000 barris | Refinarias e Exportação |
| Gás Natural | 6 milhões de m³ | Geração de Energia e Indústria |
| Água Injetada | 290.000 barris | Manutenção da pressão do poço |

