Um capacete pode parecer simples, mas é um dispositivo de segurança complexo. A produção de capacete combina uma carcaça rígida de policarbonato (ou ABS) com um revestimento interno de isopor especial para criar uma estrutura capaz de absorver impactos brutais e salvar vidas.
Quais são as camadas que protegem a cabeça?
O capacete é composto por três partes fundamentais. A carcaça externa é feita de plástico injetado (ABS ou Policarbonato) ou fibra (vidro/carbono), projetada para dispersar a energia do impacto e evitar a penetração de objetos pontiagudos.

A segunda camada é o EPS (Poliestireno Expandido), um isopor de alta densidade. É ele que realmente salva a vida: ao sofrer um impacto, o EPS se deforma e amassa, absorvendo a energia cinética que, de outra forma, seria transferida para o crânio do motociclista. A terceira camada é o forro de conforto e tecido.
Componentes de segurança:
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Casco: Dispersão de energia e proteção contra perfuração.
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EPS (Isopor): Absorção de impacto (deformação).
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Cinta Jugular: Mantém o capacete na cabeça.
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Viseira: Proteção ocular contra detritos e vento.
Como os capacetes são testados?
Antes de chegar às lojas, os capacetes passam por testes destrutivos rigorosos. Eles são submetidos a impactos contra bigornas de aço, testes de resistência da cinta jugular e testes de penetração na viseira.
Para entender a tecnologia por trás da segurança dos motociclistas, selecionamos a visita técnica do canal Manual do Mundo à fábrica da Starplast. No vídeo a seguir, eles detalham visualmente cada etapa da fabricação de um capacete, incluindo testes rigorosos de impacto e perfuração que garantem a proteção do usuário:
No Brasil, todo capacete deve ter o selo do INMETRO. O selo garante que o produto foi testado e aprovado segundo as normas de segurança brasileiras (NBR 7471). Usar capacete sem selo é infração de trânsito e risco de vida.
O sistema de retenção e conforto
Um capacete solto é inútil. As correias de fixação (jugular) são feitas de nylon de alta resistência e presas à carcaça por rebites de aço testados à tração. O forro interno, feito de tecidos hipoalergênicos e espumas de densidade variável, garante que o capacete fique justo no rosto, evitando rotação durante um acidente e reduzindo o ruído do vento.
Antes de comprar, verifique se o produto atende aos requisitos básicos de segurança listados abaixo:
🛡️ Checklist de Segurança do Capacete
- ✅ Selo do INMETRO: Obrigatório no Brasil.
- ✅ Validade: O ideal é trocar a cada 3-5 anos (o EPS resseca).
- ✅ Ajuste Justo: Não pode “dançar” na cabeça.
- ✅ Viseira: Policarbonato de 2mm ou mais (anti-estilhaço).
Existe validade para um capacete?
Embora o material não “estrague” como comida, recomenda-se a troca a cada 3 ou 5 anos de uso, pois o suor e o tempo podem degradar os materiais internos. No entanto, a regra de ouro é: se o capacete sofrer um impacto forte (cair no chão ou acidente), ele deve ser trocado imediatamente, pois o EPS interno pode ter se compactado.
Para estatísticas sobre segurança viária, o ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) oferece dados importantes. A tabela a seguir compara os materiais de casco.
| Material | Policarbonato/ABS (Plástico) | Fibra de Vidro/Carbono |
| Processo | Injeção em molde. | Laminação manual ou automatizada. |
| Peso | Geralmente mais pesado. | Mais leve e resistente. |
| Custo | Mais acessível. | Mais elevado (alta performance). |

