O sistema Kasei Valles em Marte é a maior marca de inundação já encontrada pelos cientistas no espaço. Essa cicatriz colossal guarda as maiores cachoeiras secas do universo e prova que o planeta vermelho já foi lavado por rios muito violentos.
Por que o Kasei Valles em Marte chama tanta atenção?
Esse buraco absurdo rasga a superfície do planeta por mais de 2.400 quilômetros de distância. A largura passa fácil dos 400 quilômetros em alguns pontos isolados, deixando qualquer cânion da nossa Terra parecendo uma simples valeta de rua.
O que mais assusta a agência NASA são as duas cataratas secas monstruosas que ficam na região sul do canal. Elas formam um abismo vertical com quatrocentos metros de queda livre que se estende por uma borda de cem quilômetros de ponta a ponta.

Como os cientistas encontraram essa marca no espaço?
A descoberta oficial rolou na década de setenta quando a velha sonda Mariner 9 mandou as primeiras fotos em preto e branco do terreno alienígena. Os astrônomos bateram o olho naquela vala gigante e mataram a charada de que um volume bizarro de água passou por ali.
Hoje em dia, a tecnologia de ponta das naves Mars Odyssey e Reconnaissance Orbiter escaneia cada palmo desse chão de areia. Os mapas virtuais mostram que esses rios malucos correram há cerca de três bilhões de anos lavando tudo pela frente na base da brutalidade.
O que forma a estrutura bizarra dessas cataratas gigantes?
O buraco principal se formou quando uma enxurrada fora do normal arrancou a crosta de basalto vulcânico na força bruta. Esses paredões cortados deixam as nossas belas cataratas do Niágara no chinelo sem o menor esforço.
Anote os números exatos que mostram o tamanho do estrago que essa megainundação causou na superfície poeirenta do planeta:
- Queda livre cravada em até quinhentos metros de altura.
- Profundidade média batendo os dois mil e novecentos metros.
- Borda de pedra principal com mais de cem quilômetros de extensão.
No vídeo do canal com mais de 900 mil inscritos, Mistérios do Espaço, é falado um pouco mais do assunto:
Qual a diferença de tamanho entre as crateras e os nossos rios?
O cérebro humano buga na hora de imaginar o tamanho real do estrago que a água fez no solo daquele mundo distante. O famoso Grand Canyon não serve nem para o aquecimento quando medimos a largura brutal das duas valas rochosas.
Compare as medidas oficiais das formações marcianas contra o nosso maior cartão postal de poeira e pedra:
| Formação de pedra | Comprimento máximo | Largura da vala |
|---|---|---|
| Kasei Valles no espaço | Cerca de 2.400 quilômetros | Bate os 482 quilômetros |
| Grand Canyon na Terra | Apenas 446 quilômetros | Esbarra em 29 quilômetros |

O que falta para a ciência entender a fundo essa região?
O maior desafio atual é provar se todo esse rasgo foi feito apenas por água doce ou se rios de lava fervente ajudaram a derreter a pedra grossa. O pessoal da astronomia sofre para bater o martelo com certeza absoluta porque eles olham tudo de longe pelas lentes dos satélites em órbita.
A esperança da ciência mora nas futuras missões focadas em trazer amostras de terra direto de lá para as bancadas de laboratório aqui na Terra. Só com essa areia na mão a gente vai matar a charada da idade exata daquela enchente colossal sem depender apenas de cálculos teóricos.

