Dominando o horizonte da Praça Raul Soares, o Edifício JK é um gigante de concreto e história. Com 36 andares e projetado por Oscar Niemeyer em 1952, o complexo tornou-se um dos maiores e mais emblemáticos condomínios residenciais do Brasil e um símbolo de Belo Horizonte.
Por que o Edifício JK é um ícone da arquitetura moderna?
O prédio foi encomendado pelo então governador Juscelino Kubitschek para ser um símbolo de modernidade e progresso. Niemeyer desenhou uma estrutura imponente que abrigaria diferentes perfis sociais, com apartamentos de vários tamanhos, algo revolucionário para a época.

Sua fachada, com brises e curvas características do modernismo, e o painel de azulejos de Portinari no hall de entrada, fazem dele uma obra de arte habitável. O tombamento pelo patrimônio histórico municipal garante a preservação desse legado.
Curiosidades do gigante:
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Possui cerca de 1.100 apartamentos.
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Abrigou originalmente um hotel e um cinema.
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Tem terminal de ônibus turístico e lojas no térreo.
Qual o tamanho real dessa “cidade vertical”?
As dimensões do Edifício JK são impressionantes e equivalem às de uma pequena cidade do interior. Para ter uma ideia da escala desse complexo habitacional, veja os números na tabela a seguir.
| Característica | Edifício JK (Conjunto Governador Kubitschek) |
| Altura | ~ 100 metros (36 andares na torre maior). |
| População Estimada | Cerca de 5.000 moradores. |
| Blocos | 2 Blocos (A e B) interligados. |
| Elevadores | Mais de 10 elevadores atendendo o complexo. |
Como é a vida dentro do complexo hoje?
Viver no JK é uma experiência de comunidade. O edifício conta com uma estrutura de serviços robusta, incluindo portaria 24 horas, comércio no térreo e uma administração própria para gerir as demandas de milhares de condôminos.
O perfil dos moradores é diverso, misturando estudantes, artistas, famílias tradicionais e novos residentes atraídos pela localização central e pelo charme arquitetônico. A Prefeitura de Belo Horizonte inclui o edifício em roteiros turísticos de arquitetura.
O JK é cercado de lendas e fatos curiosos. Conheça a identidade do gigante:
🏙️ Curiosidades do JK
Mais que concreto, o prédio é feito de histórias:
- Variedade: Possui 13 tipos diferentes de plantas de apartamento (de quitinetes a 4 quartos).
- Museu: Abriga um painel de azulejos de Alfredo Volpi, embora desgastado pelo tempo.
- Terminal: Originalmente, teria um terminal rodoviário e hotel, partes do projeto que foram adaptadas.
É possível visitar o prédio?
O acesso aos apartamentos é restrito aos moradores, mas o térreo e a área externa podem ser apreciados. Frequentemente, o edifício participa de eventos de arquitetura e design que abrem alguns espaços para visitação pública.
Para conhecer por dentro um dos maiores símbolos da arquitetura moderna de Belo Horizonte, selecionamos o conteúdo do canal Ruas de BH. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente a diversidade dos apartamentos e a vida coletiva dentro deste gigante projetado por Oscar Niemeyer:
A vista do topo é uma das mais espetaculares da capital mineira. O edifício segue sendo um objeto de estudo constante em faculdades de arquitetura, refletindo a importância da obra de Niemeyer, cujos projetos são catalogados pelo IPHAN.
Motivos para conhecer (mesmo de fora):
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Apreciar a arquitetura modernista de Niemeyer.
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Ver o painel de Portinari (se acessível).
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Sentir a vibração do centro de BH na Praça Raul Soares.

