A ponte Chenab, localizada em Jammu e Caxemira, na Índia, é a ponte ferroviária mais alta do mundo. Erguida a 359 metros sobre o rio homônimo, esta obra monumental é um triunfo da engenharia contra as condições mais extremas do planeta.
Como a ponte Chenab resiste a ventos de 266 km por hora?
A fama da ponte Chenab deve-se à sua capacidade de permanecer estável em um desfiladeiro sujeito a ventos ciclônicos de alta intensidade. Os engenheiros projetaram a estrutura para suportar rajadas de até 266 km/h, utilizando testes avançados em túneis de vento.
Além do vento, a região possui alta atividade sísmica, exigindo que a ponte resista a terremotos de grande magnitude sem sofrer danos estruturais. A combinação de aço de alta resistência e um design aerodinâmico permite que a travessia suporte o estresse climático do Himalaia.

Por que os engenheiros escolheram o design em arco de aço?
O design em arco foi a única solução viável devido à instabilidade das rochas nas encostas do cânion, que impediam o uso de pilares convencionais. O arco se apoia firmemente nas laterais das montanhas, distribuindo o peso de forma eficiente por toda a estrutura de aço.
Foram utilizadas 30.000 toneladas de aço na construção, um volume que garante a rigidez necessária para o transporte ferroviário pesado. Para que você visualize a escala desta obra, comparamos sua altura com marcos mundiais de engenharia civil:
| Estrutura | Altura Máxima | Localização |
| Ponte Chenab | 359 metros | Caxemira, Índia |
| Torre Eiffel | 330 metros | Paris, França |
| Viaduto de Millau | 343 metros | Millau, França |
Quais foram os desafios logísticos na construção dos acessos?
Construir no Himalaia exigiu a criação de uma infraestrutura do zero, pois não existiam estradas para levar o material pesado ao local. A equipe de engenharia teve que abrir 26 km de vias precárias em penhascos íngremes apenas para o transporte das peças.
O aço chegava em partes menores e precisava ser perfurado e cortado com precisão milimétrica no próprio canteiro de obras no topo da montanha. Essa logística de campo foi um dos maiores desafios operacionais já enfrentados pela Indian Railways.
Como funciona o sistema de trilhos flutuantes para calor extremo?
A variação de temperatura na região é brutal, variando entre o calor intenso e o frio glacial, o que faz o aço expandir e contrair. Para evitar o descarrilamento, os trilhos não são fixos de forma rígida em toda a extensão da ponte, permitindo a dilatação térmica.
Eles utilizam juntas de expansão que garantem o movimento longitudinal sem comprometer o alinhamento dos trens de carga e passageiros. Para detalhes técnicos sobre a malha ferroviária, o Ministério das Ferrovias da Índia é a fonte oficial de dados.
Para admirar uma das maiores proezas da engenharia moderna em ambientes extremos, selecionamos o conteúdo do canal The B1M. No vídeo a seguir, você verá como foi finalizada a construção da Ponte Chenab, na Índia, uma estrutura monumental erguida em meio aos desafios geográficos e climáticos dos Himalaias:
Qual o impacto da ponte Chenab na integração da região da Caxemira?
Para o governo indiano, a ponte é a peça-chave para conectar o isolado vale da Caxemira ao restante da malha ferroviária nacional. O projeto facilita o escoamento de produtos agrícolas e o abastecimento de mercadorias essenciais para a população local.
Para que você compreenda os benefícios sociais desta infraestrutura monumental, listamos as principais mudanças geradas pela obra:
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Conectividade: Viagens de dias serão reduzidas para apenas algumas horas.
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Economia: Redução no custo de frete e aumento do comércio regional.
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Turismo: Acesso seguro para visitantes explorarem as belezas do Himalaia.
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Engenharia: Atua como um laboratório global para pontes em relevo extremo.

