A Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma das principais fontes de energia da América do Sul e um dos projetos de engenharia mais conhecidos do mundo. Localizada no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, ela se tornou referência em geração de eletricidade, integração regional e uso de fontes renováveis, tendo papel central no abastecimento de energia dos dois países e na estabilidade do sistema elétrico da região.
O que é a Usina Hidrelétrica de Itaipu e por que ela é estratégica?
Trata-se de uma central hidrelétrica construída a fio d’água no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu (Brasil) e Hernandarias (Paraguai). Itaipu está entre as maiores hidrelétricas do mundo em produção anual, com mais de 3,1 bilhões de megawatts-hora (MWh) gerados desde 1984 até setembro de 2025.
A usina é administrada pela empresa Itaipu Binacional, criada por tratado entre Brasil e Paraguai. Esse acordo define a divisão e comercialização da energia, a operação e a manutenção das instalações, além de investimentos em projetos socioambientais e de desenvolvimento regional.

Como foi a construção da Usina de Itaipu e qual é sua origem?
A história de Itaipu começa nos anos 1960, com estudos que identificaram grande potencial hidrelétrico no trecho de fronteira do Rio Paraná. Em 1973, Brasil e Paraguai firmaram o Tratado de Itaipu, que autorizou o uso conjunto do rio para geração de eletricidade e estabeleceu a base jurídica da futura empresa binacional.
A construção iniciou em 1975, envolvendo o desvio do Rio Paraná, a montagem de uma extensa barragem e a formação de um amplo reservatório. As estruturas principais ficaram prontas no início da década de 1980, e a usina começou a operar comercialmente em 1984, com ampliação gradual do número de turbinas em funcionamento.
Como funciona a geração de energia na Usina de Itaipu?
O funcionamento é baseado na conversão da energia potencial da água em energia elétrica. O reservatório acumula um grande volume de água, que é conduzido por condutos forçados até as turbinas; o movimento dessas turbinas aciona geradores, produzindo eletricidade de forma contínua enquanto houver vazão adequada do rio.
Itaipu conta com 20 unidades geradoras de 700 megawatts (MW) cada, somando cerca de 14.000 MW de potência instalada. A energia gerada é elevada em tensão por transformadores e enviada por linhas de transmissão de alta voltagem aos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio, com monitoramento em tempo real por equipes dos dois países.

Quais são as principais características e curiosidades sobre a Usina de Itaipu?
Além de sua relevância energética, Itaipu influenciou o desenvolvimento urbano e turístico na região de fronteira, com visitas guiadas, mirantes e roteiros que mostram o vertedouro, o reservatório e as instalações industriais. O nome “Itaipu” vem do tupi-guarani e costuma ser traduzido como “pedra que canta” ou “pedra onde a água faz barulho”, em alusão às antigas formações rochosas do rio.
Para quem deseja ter uma visão rápida da Usina Hidrelétrica de Itaipu, alguns pontos ajudam a organizar as informações essenciais e entender por que ela é considerada uma gigante da energia e um marco de cooperação internacional:
- Localização: Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, com forte impacto regional.
- Capacidade instalada: cerca de 14.000 MW, distribuídos em 20 unidades geradoras.
- Gestão binacional: empresa formada por Brasil e Paraguai, com equipes técnicas dos dois países.
- Energia renovável: geração baseada na força da água, com baixas emissões diretas de gases de efeito estufa.
- Integração regional: venda de excedente de energia do Paraguai ao Brasil, fortalecendo laços econômicos e diplomáticos.
Qual é a importância de Itaipu para Brasil, Paraguai e o meio ambiente?
Para o Paraguai, Itaipu responde pela maior parte da eletricidade consumida no país. Para o Brasil, é uma das principais fontes do Sistema Interligado Nacional, ajudando a reduzir o uso de termelétricas mais caras e poluentes e contribuindo para uma matriz mais limpa e renovável.
Pelo modelo binacional, a energia é dividida em partes iguais entre os dois países, e o excedente paraguaio é vendido ao Brasil, formando importante receita para a economia do Paraguai. A empresa também investe em programas de sustentabilidade, recomposição de mata ciliar, preservação da biodiversidade, monitoramento da água e ações sociais em educação, saúde e capacitação profissional.

