A Ponte Salvador-Itaparica é o projeto de infraestrutura mais aguardado da Bahia, prometendo revolucionar a mobilidade entre a capital e o interior. Com investimento de R$ 10,4 bilhões, a obra superará marcos históricos da engenharia brasileira.
Como será a estrutura técnica da Ponte Salvador-Itaparica?

O projeto prevê uma extensão monumental de 12,4 km sobre a lâmina d’água, superando a Ponte Rio-Niterói nesse quesito específico. O trecho principal será estaiado, contando com um vão de 860 metros para garantir a navegação de grandes navios na Baía de Todos-os-Santos.
As torres principais atingirão 85 metros de altura, exigindo fundações subaquáticas profundas e o uso intensivo de concreto pré-moldado. Essa estrutura foi desenhada para suportar o fluxo intenso de veículos e as condições marítimas adversas da região costeira baiana.
Qual o histórico e quem são os responsáveis pela obra?
Idealizada originalmente na década de 1960, a ponte enfrentou décadas de limitações técnicas e financeiras até sair do papel. A viabilidade surgiu em 2019, através de uma Parceria Público-Privada (PPP) vencida por um consórcio de gigantes chineses, a CCCC e a CRCC20.
Para entender os detalhes técnicos e econômicos de um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil, selecionamos o conteúdo do canal EngeZone. No vídeo a seguir, o canal detalha a história, os desafios de engenharia e o impacto que a maior ponte da América Latina terá na logística e na economia da Bahia:
Para que você compreenda a magnitude desta cooperação internacional, o portal do Governo da Bahia detalha as etapas do contrato de concessão. A gestão será privada por 35 anos, garantindo a manutenção e operação da via conforme as normas de segurança vigentes.
Qual o impacto econômico previsto para a população baiana?
A construção beneficiará diretamente cerca de 10 milhões de pessoas em mais de 250 municípios do estado. A principal vantagem é o tempo de deslocamento: a travessia, que hoje dura mais de uma hora por ferry boat, será reduzida para apenas 20 minutos.
Para ajudar você a visualizar os benefícios logísticos desta nova infraestrutura, preparamos uma comparação técnica entre os métodos de travessia:
| Critério de Viagem | Sistema de Ferry Boat Atual | Nova Ponte Salvador-Itaparica |
| Tempo de Travessia | 60 a 90 minutos (médio) | Aproximadamente 20 minutos |
| Capacidade Diária | Limitada ao fluxo de balsas | Fluxo contínuo de veículos |
| Disponibilidade | Sujeita a horários e filas | Operação 24 horas por dia |
Quais são os custos e o cronograma para o início das obras?
Após superar fases burocráticas e de licenciamento ambiental, a previsão é que o canteiro de obras seja instalado em 2026. O término da construção está projetado para 2031, transformando o cenário econômico do Recôncavo Baiano e do Baixo Sul.
O valor do pedágio é estimado entre R$ 30 e R$ 40, servindo para amortizar o investimento bilionário do consórcio., servindo para amortizar o investimento bilionário do consórcio. Para investidores e cidadãos, os dados do IBGE sobre a região metropolitana confirmam a necessidade urgente de expansão da malha viária.
Como a ponte se integra ao desenvolvimento do interior?
A Ponte Salvador-Itaparica não é apenas uma via de transporte, mas um vetor de desenvolvimento turístico e imobiliário. Ela permitirá que novas indústrias se instalem no interior, aproveitando a logística facilitada para o escoamento de produtos pelo porto de Salvador.
A seguir, listamos os principais pilares de desenvolvimento esperados com a entrega da obra:
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Alavancagem do Turismo: Acesso facilitado às praias da Ilha de Itaparica e Morro de São Paulo.
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Valorização Imobiliária: Crescimento planejado de novos bairros residenciais na ilha.
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Integração Regional: Conexão rápida entre Salvador e a BR-101, facilitando o acesso ao sul do estado.

