Localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo, a Mansão Safra é um monumento ao poder e à riqueza que desafia as proporções urbanas. Com impressionantes 11 mil m² de área construída, ela é quase o dobro da Casa Branca e figura como a 11ª maior residência do mundo, segundo a revista Architectural Digest.
O quão grandioso é este palácio paulistano?
A residência, inspirada na arquitetura do Palácio de Versalhes, possui números faraônicos que a tornam única na América Latina. São cerca de 130 cômodos distribuídos em cinco andares, servidos por nove elevadores. A propriedade conta ainda com uma piscina olímpica subterrânea e um heliponto privado.

Pertencente à família do banqueiro Joseph Safra, a mansão é cercada por muros altos e um sistema de segurança de nível militar. Sua grandiosidade é um lembrete físico de uma era dourada das construções residenciais de alto padrão na capital paulista, que hoje se torna cada vez mais rara.
Números da propriedade:
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130 cômodos habitáveis.
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9 elevadores internos.
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11.000 m² de área construída.
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Inspirada na arquitetura francesa do século XVII.
Por que mansões assim são uma espécie em extinção?
Dados do IPTU da Prefeitura de São Paulo mostram um declínio acentuado na construção de imóveis desse porte (Padrão F). Na década de 1980, foram erguidas 463 mansões na cidade; na década de 2020, esse número caiu para apenas 47. A Mansão Safra é, portanto, um dos “últimos moicanos” de um mercado que mudou radicalmente.
Para saber os mistérios de uma das propriedades mais exclusivas de São Paulo, selecionamos o conteúdo do canal Mundo Expandido. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente a Mansão Safra, revelando curiosidades sobre seus mais de 130 cômodos e o forte esquema de segurança que a torna um símbolo de discrição e poder:
A insegurança urbana e o alto custo de manutenção tornaram inviável para a maioria dos super-ricos manterem casas de rua. A tendência agora é a verticalização ou a migração para o interior, deixando esses palácios como relíquias de um tempo que não volta mais.
Para onde foram os milionários de São Paulo?
O dinheiro que antes erguia palácios no Morumbi ou Jardim Europa agora busca refúgio nas alturas, ou no campo. O mercado imobiliário de luxo migrou para coberturas triplex em prédios ultra-seguros, como as que custam mais de R$ 100 milhões, ou para condomínios blindados no interior, como a Fazenda Boa Vista.
Essa mudança de comportamento reflete a busca por “bunkers” de luxo que ofereçam serviços de hotelaria e segurança total, algo difícil de garantir em uma casa de rua, mesmo com muros altos. O setor imobiliário, monitorado por entidades como o Secovi-SP, confirma essa migração de capital.
Novos destinos do luxo:
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Verticalização: Coberturas e apartamentos de laje inteira.
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Condomínios de Campo: Fazenda Boa Vista e Quinta da Baroneza.
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Exterior: Investimentos em imóveis em Miami ou Lisboa.
O que acontece quando essas mansões ficam vazias?
Muitas dessas propriedades enfrentam o “efeito Edemar Cid Ferreira“: tornam-se elefantes brancos difíceis de vender. O custo de manutenção de um imóvel como a Mansão Safra pode chegar a milhões de reais por ano entre impostos, funcionários e reparos.
Quando os proprietários originais falecem ou a família decide se mudar, a liquidez desses imóveis é baixíssima. Muitas acabam abandonadas ou vendidas por uma fração do custo de construção para serem demolidas e darem lugar a condomínios de casas menores.
Para entender a magnitude, compare a mansão brasileira com a sede do governo americano, conforme dados arquitetônicos globais citados pela Architectural Digest.
| Característica | Mansão Safra (São Paulo) | Casa Branca (Washington D.C.) |
| Área Construída | ~ 11.000 m² | ~ 5.100 m² |
| Cômodos | ~ 130 | ~ 132 |
| Estilo | Eclético (Inspiração Francesa) | Neoclássico |
| Status | Residência Privada | Sede de Governo |

