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Acordo inédito entre Nvidia, AMD e governo dos EUA gera debate sobre impacto global

Maurílio Goeldner Por Maurílio Goeldner
12/08/2025
Em ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Em um movimento sem precedentes, Nvidia e AMD fecharam um acordo com o governo dos Estados Unidos que estabelece o repasse de 15% da receita obtida com a venda de chips de inteligência artificial para a China. A medida marca uma mudança significativa na forma como Washington lida com exportações de produtos estratégicos em meio à disputa tecnológica com Pequim. Segundo analistas, a decisão ocorre meses após a suspensão das exportações dos modelos H20 (Nvidia) e MI308 (AMD), que ficaram paradas devido às restrições impostas pelo governo norte-americano.

De acordo com estimativas da Bernstein Research, se não houvesse interrupção nas vendas, a Nvidia poderia faturar cerca de US$ 23 bilhões com 1,5 milhão de unidades comercializadas em 2025. Esse montante ilustra o tamanho do mercado chinês para empresas do setor de tecnologia e explica por que aceitar a tarifa se tornou uma alternativa viável para retomar as negociações. Além disso, críticos apontam que essa estrutura de “pay-to-play” pode criar precedentes para outras áreas, alterando a lógica tradicional de controle de exportações.

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Esse modelo pode se expandir para outros setores?

Em análise para a BM&C News, a economista Andressa Durão, do Asa, avaliou que esse movimento pode servir de referência, mas de forma limitada. “Esse movimento pode ser visto como um modelo para outros setores… poderia ser algo que, se dá certo, tentariam usar esse artifício em outros acordos também com outros países… mas a gente sabe que entre Estados Unidos e China o foco é tecnologia”, afirmou. Para ela, trata-se de algo excepcional justamente pelas características específicas desse mercado.

Durão destacou ainda que as companhias aceitaram o acordo porque a perda de participação na China representaria um impacto considerável. “Acredito que foi nesse nível… mas ele pode tentar fazer com outros, como é o caso do farmacêutico e outros setores que ele quer atingir”, disse. Nesse sentido, a economista ressalta que, embora o cenário seja isolado no setor de tecnologia, não se pode descartar a tentativa de aplicar medidas semelhantes em outros segmentos estratégicos.

O que está em jogo na relação EUA-China

O acordo reflete um contexto mais amplo de tensão geopolítica e disputa por liderança tecnológica. A relação comercial entre Estados Unidos e China tem sido marcada por tarifas, restrições e negociações bilaterais que impactam cadeias de suprimento globais. Enquanto isso, setores como inteligência artificial, semicondutores e telecomunicações se tornaram pontos centrais dessa disputa, dada sua relevância econômica e estratégica.

Além disso, a imposição dessa tarifa específica revela uma mudança de postura do governo americano, que passa a adotar mecanismos diretos de participação na receita gerada por empresas privadas como contrapartida para autorizar exportações. Por outro lado, especialistas alertam que tal prática pode ser questionada judicialmente, sob a acusação de configurar uma tarifa de exportação disfarçada, o que poderia gerar controvérsias no comércio internacional.

Principais pontos do acordo

  • Data do anúncio: agosto de 2025.
  • Empresas envolvidas: Nvidia e AMD.
  • Produto: Chips de inteligência artificial (modelos H20 e MI308).
  • Condição: Pagamento de 15% da receita das vendas para o governo dos EUA.
  • Mercado-alvo: China.
  • Estimativa de receita potencial: até US$ 23 bilhões para a Nvidia em 2025.

Impactos e próximos passos

Se por um lado o acordo garante a retomada das exportações para a China, por outro, abre margem para que outros setores estratégicos sejam pressionados a adotar formatos semelhantes de negociação. Nesse sentido, empresas de áreas como farmacêutica e biotecnologia podem entrar no radar de futuras medidas, especialmente se houver interesse político e econômico do governo americano em aumentar sua influência sobre esses mercados.

Enquanto isso, investidores e executivos acompanham de perto os desdobramentos, avaliando os efeitos sobre margens de lucro, competitividade e estabilidade regulatória. Para Andressa Durão, a singularidade do setor tecnológico e o valor estratégico dos chips de IA explicam por que essa medida foi aceita agora. “É algo excepcional… eles sabem que está pegando bem ali e que essas empresas topariam dessa forma porque sabem que perderiam muito mercado, caso contrário”, completou.

Em síntese, o acordo entre Nvidia, AMD e governo dos EUA representa mais do que uma transação comercial: é um capítulo de uma disputa global pela supremacia tecnológica, com implicações que vão muito além das duas empresas envolvidas. Resta observar se essa iniciativa permanecerá como um caso isolado ou se dará início a uma nova era nas negociações internacionais envolvendo setores estratégicos.

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