Muitos acreditam que o centro nevrálgico da marca de refrigerantes mais famosa do planeta está em Atlanta, nos Estados Unidos. No entanto, a realidade industrial conta outra história: é no Brasil que opera a maior fábrica da Coca-Cola em volume de produção do mundo.
Onde fica localizada essa gigante da produção mundial?
Localizada estrategicamente em Jundiaí, no interior de São Paulo, a planta supera unidades icônicas da Ásia e da América do Norte. O complexo não é apenas um centro de envase, mas uma referência global de eficiência operada pela Coca-Cola FEMSA Brasil.
A magnitude da infraestrutura impressiona até especialistas do setor. A unidade ocupa uma área de 190 mil m², funcionando como uma verdadeira cidade industrial dedicada a abastecer milhões de lares brasileiros com precisão e velocidade.

Como a fábrica atinge a marca de 2 bilhões de litros?
O que coloca a unidade brasileira no topo do ranking global é sua capacidade de entrega massiva. A planta de Jundiaí é responsável pela produção de 2 bilhões de litros de bebidas por ano, um volume difícil de visualizar sem comparações práticas.
Para ilustrar essa grandeza, esse montante seria suficiente para encher cerca de 800 piscinas olímpicas de refrigerante anualmente. Segundo dados da Coca-Cola FEMSA Brasil, essa “máquina de guerra” opera com 16 linhas de envase simultâneas, garantindo que a produção nunca pare.
Por que Jundiaí foi a escolhida para a operação?
A localização da fábrica obedece a uma lógica de “logística de guerra”. Estar em Jundiaí permite acesso imediato às rodovias Bandeirantes e Anhanguera, duas das artérias viárias mais importantes e bem conservadas do país.
Essa posição geográfica é crucial para o escoamento rápido. Conforme o portal da Prefeitura Municipal de Jundiaí, a cidade serve como um hub que facilita a distribuição para 13 centros de distribuição, conectando a fábrica aos mercados consumidores de São Paulo e Minas Gerais.
O que são os SKUs e como eles impactam a produção?
Além do volume, a complexidade técnica é um diferencial da planta. A fábrica não produz apenas um tipo de item; ela gerencia 168 SKUs (Stock Keeping Units). Isso significa que a linha de montagem lida com quase duas centenas de variações de produtos e embalagens diferentes.
Essa versatilidade permite que a unidade responda sozinha por 30% de toda a produção da FEMSA no Brasil, equilibrando a fabricação de latas, garrafas PET e retornáveis sem perder a eficiência.

Quais os principais números da operação em Jundiaí?
Para entender a dimensão real deste complexo, reunimos os dados técnicos que validam seu título de maior do mundo em volume:
- Volume Recorde: 2 bilhões de litros produzidos anualmente.
- Área Total: 190.000 m² de infraestrutura construída.
- Capacidade Operacional: 16 linhas de envase funcionando simultaneamente.
- Complexidade: 168 tipos de produtos (SKUs) gerenciados.
- Relevância Nacional: 30% do volume total da marca no Brasil sai desta planta.
Como a tecnologia garante a sustentabilidade da planta?
Gerir uma operação desse porte exige responsabilidade ambiental rigorosa. A unidade aplica conceitos de Indústria 4.0 para maximizar a eficiência hídrica, um desafio constante para grandes indústrias de bebidas.
O monitoramento digital das linhas permite reduzir o consumo de água e energia por litro envasado. Essa gestão tecnológica assegura que o aumento da produção não resulte em impacto ambiental desproporcional, mantendo a viabilidade da operação a longo prazo.
Qual o impacto econômico e social da fábrica?
A “cidade da Coca-Cola” é movida por pessoas. A operação emprega diretamente e indiretamente cerca de 1.700 colaboradores. Esse contingente humano é vital para manter a precisão das máquinas e a qualidade do produto final.
O Brasil consolida-se, através desta planta, não apenas como um mercado consumidor, mas como um polo de excelência industrial. A fábrica de Jundiaí prova que o país possui a competência técnica e logística para liderar operações globais de alta complexidade.

