Porta-aviões nuclear Classe Gerald R. Ford é o novo terror das águas e a base aérea flutuante mais avançada dos americanos. Esse monstro de aço custa cerca de 13,3 bilhões de dólares e traz tecnologia de ponta para garantir que os Estados Unidos mantenham sua força global sem passar sufoco.
O que faz esse navio ser tão especial e caro?
O USS Gerald R. Ford (CVN-78) carrega dois reatores nucleares A1B que geram três vezes mais eletricidade do que os modelos antigos. Esse excesso de energia é necessário para alimentar as novas catapultas eletromagnéticas, que lançam aviões com muito mais suavidade e rapidez do que o sistema de vapor usado desde os anos 1950.
Cada detalhe foi pensado para operar por 50 anos sem precisar trocar o combustível nuclear, economizando bilhões em manutenção no longo prazo. Você pode ler mais detalhes técnicos na Wikipedia sobre como essa estrutura foi montada para ser o navio de guerra mais caro da história.

Quais as diferenças para os antigos navios da Classe Nimitz?
A nova geração foi desenhada para fazer mais com menos gente, reduzindo a tripulação em cerca de 600 militares para cortar custos operacionais. O convoo também mudou para permitir que os jatos decolem e pousem em um ritmo frenético, aumentando a taxa de ataques em situações de combate real.
Compare as principais mudanças entre as gerações de navios logo abaixo:
| Recurso | Classe Gerald R. Ford | Classe Nimitz |
|---|---|---|
| Custo de Construção | 13,3 bilhões de dólares | Cerca de 4,5 bilhões |
| Sistema de Lançamento | Eletromagnético (EMALS) | Vapor de água |
| Tripulação Total | Aproximadamente 4.500 pessoas | Cerca de 5.100 pessoas |
Como o sistema de defesa protege essa base flutuante?
Para não virar um alvo fácil, o porta-aviões nuclear Classe Gerald R. Ford conta com radares de banda dupla que rastreiam ameaças a centenas de quilômetros. Ele nunca viaja sozinho e sempre conta com um grupo de escolta formado por destróieres e submarinos prontos para o combate.
A proteção do navio conta com uma série de armas automáticas de última geração:
- Mísseis ESSM Block 2 para barrar projéteis supersônicos inimigos.
- Sistema Phalanx CIWS que dispara milhares de tiros por minuto.
- Lançadores RAM para defesa de curtíssimo alcance contra jatos e drones.

Quais são os principais problemas enfrentados pelo projeto?
Nem tudo são flores, e o programa sofreu com atrasos pesados e estouros de orçamento por causa da complexidade das novas invenções. As catapultas eletromagnéticas e os elevadores de munição deram muita dor de cabeça para os engenheiros nos primeiros anos de teste no mar.
Essas falhas iniciais colocaram em dúvida se o investimento bilionário realmente valia a pena diante de novas ameaças, como os mísseis hipersônicos chineses. De acordo com o site Gerald R. Ford Class Aircraft Carrier, a Marinha ainda trabalha duro para deixar todos os sistemas 100% confiáveis.
No vídeo a seguir, o perfil Portal do Mar, com mais de 8 mil seguidores, mostra um pouco desse colosso:
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Qual o papel dessa força na geopolítica mundial atual?
Ter um desses parado perto da costa de outro país é um recado claro de que os americanos estão prontos para intervir em qualquer confusão. A capacidade de levar 75 aeronaves, incluindo caças F-35C e drones, torna esse navio uma ferramenta política poderosa para manter aliados seguros.
O foco agora é integrar lasers de alta energia para derreter ameaças antes mesmo que elas cheguem perto desse titã de 100.000 toneladas.

