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Harvard revela: ESTA é a principal complicação da cirurgia bariátrica!

BMCNEWS Por BMCNEWS
16/09/2024
Em Saúde, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A hipoglicemia pós-prandial é uma das principais complicações da cirurgia bariátrica, podendo afetar até 30% dos operados, segundo um estudo realizado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Diferente da hipoglicemia comum, associada à falta de alimentação, a pós-prandial ocorre após as refeições, provocando sintomas como sudorese, tremores, fraqueza e até confusão mental nos indivíduos.

A pesquisa revelou o papel crucial da serotonina, hormônio relacionado à regulação do humor, no desenvolvimento da hipoglicemia pós-bariátrica. Os resultados, publicados no Journal of Clinical Investigation, apontam para novos caminhos em possíveis tratamentos. Rafael Ferraz-Bannitz, que conduziu a investigação durante um estágio no exterior apoiado pela Fapesp, explica que níveis desregulados de serotonina influenciam a secreção dos hormônios insulina e GLP-1, ambos relacionados à resposta do organismo à ingestão de alimentos.

Harvard revela: ESTA é a principal complicação da cirurgia bariátrica! | Reprodução: Freepik

O que é a hipoglicemia pós-prandial?

A hipoglicemia pós-prandial se caracteriza pela queda brusca dos níveis de glicose no sangue após as refeições. Em pacientes bariátricos, essa condição pode se tornar mais frequente devido às alterações fisiológicas causadas pela cirurgia, como a rápida passagem do alimento pelo trato gastrointestinal e a produção excessiva de insulina.

Nos Estados Unidos, onde o número de cirurgias bariátricas é o maior do mundo, estima-se que até 30% dos pacientes operados sofram de hipoglicemia pós-prandial. Esta condição é extremamente incapacitante. Muitos pacientes chegam a concentrar suas refeições em apenas uma vez ao dia para evitar os sintomas desagradáveis. Estudos indicam que, no Brasil, país que ocupa o segundo lugar em número de cirurgias bariátricas, a situação não deve ser tão diferente.

Como foi conduzido o estudo?

Os pesquisadores de Harvard analisaram 189 metabólitos no sangue de três grupos distintos: pacientes com hipoglicemia pós-bariátrica, pacientes que fizeram a cirurgia mas não apresentavam sintomas, e pessoas que não realizaram cirurgia nem tinham hipoglicemia. O sangue foi coletado em diferentes momentos – jejum, 30 minutos e duas horas após o consumo de um shake –, período em que os sintomas normalmente se manifestam nos pacientes.

Quais são os fatores de risco para a hipoglicemia pós-prandial?

  • Alterações anatômicas: A cirurgia bariátrica modifica a anatomia do sistema digestório, alterando a forma como o corpo processa os alimentos e regula os níveis de açúcar no sangue.
  • Desnutrição: A deficiência de nutrientes, comum no início do pós-operatório, pode interferir na regulação da glicemia.
  • Uso de medicamentos: Alguns medicamentos podem aumentar o risco de hipoglicemia, como a insulina e alguns antidiabéticos orais.

Quais são os sintomas da hipoglicemia pós-prandial?

Os sintomas da hipoglicemia pós-prandial podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

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  • Sudorese: Corpo suado e frio.
  • Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca.
  • Tremor: Tremor nas mãos e em outras partes do corpo.
  • Fraqueza: Sensação de fraqueza muscular.
  • Tontura: Vertigem e instabilidade.
  • Fome: Sensação intensa de fome.
  • Ansiedade: Agitação e irritabilidade.
  • Confusão mental: Dificuldade de concentração e alterações de comportamento.

Quais foram os achados mais significativos?

Ferraz-Bannitz revelou que as pessoas com hipoglicemia pós-bariátrica tinham alterações metabólicas importantes, incluindo níveis reduzidos de aminoácidos no jejum e aumentos de cetonas e ácidos biliares. Experimentos com camundongos mostraram que a administração de serotonina causou hipoglicemia induzida pelo aumento de insulina e GLP-1, reforçando a teoria de que a serotonina desempenha um papel central no desenvolvimento da condição.

Por que a serotonina é importante?

O estudo demonstrou que pacientes com hipoglicemia pós-bariátrica possuem níveis de serotonina muito baixos em jejum, mas que aumentam significativamente após uma refeição. Esse aumento pode estimular a secreção de insulina e GLP-1, hormônios que, na presença de glicose, regulam a quantidade de açúcar no sangue e a sensação de saciedade, respectivamente.

Tratamento e prevenção:

O tratamento da hipoglicemia pós-prandial envolve uma abordagem multidisciplinar, que inclui:

  • Ajuste da dieta: É fundamental seguir uma dieta equilibrada, com porções adequadas e distribuição correta dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras).
  • Monitoramento da glicemia: O automonitoramento da glicemia permite identificar os padrões de queda e ajustar o tratamento.
  • Uso de medicamentos: Em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos para controlar os níveis de açúcar no sangue.
  • Acompanhamento médico regular: O acompanhamento regular com o médico e a equipe multidisciplinar é essencial para ajustar o tratamento e prevenir complicações.

Bloqueadores de serotonina como tratamento?

Para confirmar a relação entre a serotonina e a hipoglicemia pós-bariátrica, foram realizados testes com bloqueadores de serotonina em camundongos. A ketanserina, um bloqueador de receptores 2 de serotonina, se mostrou eficaz, reduzindo a secreção de insulina e GLP-1 e prevenindo a hipoglicemia nesses animais. Esses achados prometem novas possibilidades de tratamento para os pacientes humanos.

Quais são as próximas etapas?

A equipe coordenada pela professora Mary-Elizabeth Patti está planejando novos estudos clínicos para verificar a eficácia do uso de bloqueadores de serotonina em indivíduos com hipoglicemia pós-bariátrica. Embora tenham avançado na compreensão dos mecanismos envolvidos, os pesquisadores ainda buscam entender o que causa a diferença nos níveis de serotonina entre os pacientes.

Ferraz-Bannitz sugere que a hipoglicemia pós-prandial possa estar relacionada a alterações na microbiota intestinal, ácidos biliares ou outros fatores do intestino, responsável por 90% da produção de serotonina no corpo humano. Estudos futuros serão necessários para confirmar essas hipóteses e avançar no tratamento dessa condição complexa.

Para mais informações:

  • Estudo UNIFESP: https://repositorio.unifesp.br/items/7634cb85-a879-42f5-96e1-2700a4a7fe09

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