BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Opinião: Gridlock à vista no Congresso?

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
24/09/2025
Em OPINIÃO, polêmica, POLÍTICA

Imagine um cruzamento no qual quatro carros, vindos de direções diferentes, querem passar todos ao mesmo tempo e bloqueiam a passagem uns dos outros. Atrás de cada um deles se forma uma fila de outros automóveis, impedindo que um dos quatro veículos originais possa dar a ré e destravar a interseção. Esse tipo de congestionamento é chamado de “gridlock” nos Estados Unidos. Essa também é a expressão que se usa por lá quando o Congresso fica travado diante de alguma disputa política.

Nos EUA, alguns episódios de gridlock deixaram o Congresso paralisado e travaram o governo, causados principalmente por disputas partidárias sobre financiamentos e políticas públicas. Um exemplo foi o processo de impeachment de Bill Clinton, motivado pelo escândalo envolvendo sua relação extraconjugal com a então estagiária Monica Lewinsky. A Câmara dos Representantes aprovou o processo em 1998 por acusações de perjúrio e obstrução da justiça, mas o Senado absolveu Clinton em 1999, permitindo que ele concluísse o mandato. A contenda polarizou a política americana e dificultou as negociações legislativas naquele período.

Além disso, as gestões de Obama e Trump enfrentaram bloqueios severos para aprovar a reforma da saúde e mudanças nas políticas de imigração. O confronto entre democratas e republicanos gerou longos impasses, limitando a atuação do governo e a introdução de mudanças estruturais no país. Esses episódios ilustram como o gridlock político resulta da combinação de divisões partidárias e regras institucionais específicas que frequentemente paralisam o Congresso.

Leia Mais

Roberto freire e Comte bittencourt - Fotos Agência Brasil

Com relatoria de Gilmar Mendes, STF julga disputa entre Roberto Freire e Comte Bittencourt pelo Cidadania

21 de dezembro de 2025
Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias comemoram resultado no plenário do Senado
(Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Aposentadoria para agentes de saúde é aprovada e senador rebate: ‘não é pauta-bomba’

26 de novembro de 2025

Podemos enfrentar algo parecido no Brasil já nos próximos dias.

O Brasil vive um momento delicado em relação ao chamado PL da Anistia, que prevê perdão a condenados por atos relacionados à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta, que tramita em regime de urgência, tem dividido intensamente o Congresso e suscita um acirrado impasse político. Enquanto deputados da esquerda manifestam resistência ferrenha contra qualquer atenuação nas condenações, parlamentares do Partido Liberal pressionam por uma anistia ampla que beneficie inclusive Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.

Em meio a esse cenário, o deputado Paulinho da Força, relator do projeto, já sinalizou que uma anistia “ampla, geral e irrestrita é impossível” e defende transformar a proposta em uma redução de penas, buscando um meio-termo que possa acalmar os ânimos políticos. Enquanto isso, bolsonaristas afirmam categoricamente que “a anistia ampla, geral e irrestrita é inegociável” e mantêm a pressão para garantir um perdão total. Para complicar ainda mais a situação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro em entrevista recente que, caso o Congresso aprove o PL, ele não hesitaria em vetá-lo. “Pode ter certeza de que eu vetarei”, afirmou Lula.

Outro fator que pode levar a um impasse político foi a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de rejeitar a indicação de Eduardo Bolsonaro para a liderança da minoria. Ao indeferir o pedido com base na ausência prolongada de Eduardo do território nacional — o parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro — Motta frustrou uma estratégia da oposição que buscava blindar o congressista contra a perda de mandato por faltas. Essa rejeição não apenas desarticula a tática da direita, como também pode dificultar acordos e negociações entre governo e oposição, travando votações importantes no plenário.

Essas e outras crises representam um risco claro de gridlock político, com divergências irreconciliáveis entre Poderes, partidos e blocos legislativos que podem paralisar iniciativas essenciais para a governabilidade. A complexidade do tema e as tensões institucionais evidenciam um momento de instabilidade que exige cautela e diálogo para evitar um bloqueio que comprometeria o funcionamento das instituições brasileiras. Para que isso não aconteça, vamos precisar de sangue frio e presença de espírito de nossos líderes políticos, justamente em um momento no qual todos estão de cabeça quente.

Chuva de troncos: por que helicópteros estão jogando milhares de árvores inteiras em rios dos EUA?

Mega-Sena terça-feira 03/02/2026 2968: Confira os números sorteados e o valor do prémio

Com 40,44 metros de altura, o Cristo de la Concordia na Bolívia virou a maior estátua de Jesus na América Latina, superando o monumento do Rio

Equipe profissional leva só 70 dias para construir uma grande casa com 2 andares

Com revestimento de mármore italiano e um jardim suspenso no topo, o Edifício Matarazzo virou a sede da prefeitura e um marco icônico de São Paulo

Ibovespa fecha em forte alta e renova máximas históricas

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.