Pesquisa mostra empate técnico entre os dois candidatos; no primeiro turno, Lula mantém 39%, enquanto Flávio avança numericamente para 35% e Augusto Cury aparece com 9%
A disputa pela Presidência da República segue apertada na reta final da campanha eleitoral de 2026. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (8) mostra Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva com 45% em uma simulação de segundo turno.
A diferença de um ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na rodada anterior, divulgada em 31 de agosto, Lula aparecia numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Flávio. Agora, os percentuais se inverteram.
O levantamento também indica maior consolidação das escolhas dos eleitores. Entre aqueles que apontaram algum candidato no primeiro turno, 81% afirmam que o voto já está decidido e não deve mudar até a eleição, maior percentual registrado pela série da pesquisa até o momento.
Como está a disputa no primeiro turno?
No principal cenário estimulado, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. O escritor Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 9%.
Na sequência, Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 4% cada, enquanto Romeu Zema aparece com 1%.
Na comparação numérica com a rodada de 31 de agosto, Lula manteve os mesmos 39%. Flávio passou de 33% para 35%, enquanto Augusto Cury recuou de 11% para 9%. Caiado passou de 5% para 4%, Renan Santos de 3% para 4% e Zema permaneceu com 1%.
As variações precisam ser interpretadas considerando a margem de erro da pesquisa e não significam, isoladamente, tendência consolidada de alta ou queda.
O dado mantém Lula numericamente à frente no primeiro turno, mas mostra que a diferença entre os dois principais candidatos está menor do que na rodada anterior.
O que mudou no cenário de segundo turno?
A principal alteração desta rodada aparece justamente na simulação entre Lula e Flávio.
No levantamento de 31 de agosto, o presidente tinha 46% das intenções de voto e o senador, 45%. Na pesquisa divulgada nesta terça, Flávio aparece com 46% e Lula com 45%.
Como a diferença é inferior à margem de erro de dois pontos, não é possível apontar liderança estatística de nenhum dos dois.
A sequência das pesquisas, no entanto, mostra uma disputa concentrada entre os dois nomes, com percentuais muito próximos no cenário de confronto direto.
Esse quadro ganha relevância porque a eleição se aproxima e uma parcela crescente do eleitorado afirma já ter definido sua escolha.
Quantos eleitores ainda podem mudar de voto?
Entre os entrevistados que declararam preferência por algum candidato no primeiro turno, 81% disseram que sua decisão é definitiva. Outros 17% afirmaram que ainda podem mudar de candidato, enquanto 1% não soube responder.
O nível de fidelidade é particularmente elevado entre os eleitores dos dois líderes.
Entre aqueles que pretendem votar em Lula no primeiro turno, 90% afirmam que não devem mudar de escolha. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 84%.
Quando o recorte considera os grupos mais identificados politicamente, 90% dos lulistas convictos e 87% dos bolsonaristas convictos dizem que sua decisão já está tomada.
Na prática, o dado reduz o universo de eleitores efetivamente disponíveis para serem conquistados durante as semanas finais da campanha.
O que a pesquisa mostra para a reta final da eleição?
O levantamento indica duas dinâmicas simultâneas. Lula ainda conserva vantagem numérica no primeiro turno, mas a diferença para Flávio diminuiu nesta rodada. Já no segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com o senador numericamente um ponto à frente.
Ao mesmo tempo, o avanço da consolidação do voto significa que os candidatos disputam uma parcela menor do eleitorado que ainda admite rever sua escolha.
Esse grupo poderá assumir peso crescente nas próximas semanas, principalmente diante de debates, acontecimentos políticos e econômicos e movimentos das campanhas em busca dos indecisos.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.
