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Como virar o jogo contra o crime organizado?

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
30/10/2025
Em OPINIÃO, POLÍTICA

Estima-se que o crime organizado tenha um movimento financeiro por volta de R$ 350 bilhões ao ano (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Com tamanho poderio econômico, os criminosos não controlam apenas as comunidades mais pobres das grandes cidades – estão também instalados em escritórios elegantes nos endereços estrelados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Com tanto dinheiro, o poder bélico dos criminosos está crescendo a olhos vistos, assim como sua capacidade de organização e de logística. O que vimos nesta terça-feira no Rio de Janeiro (imagem) mostrou que as organizações criminosas evoluíram demais nos últimos anos, enquanto parece que as autoridades não experimentaram o mesmo avanço em termos de tática e inteligência.

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Mas não foi apenas o gigantismo dos recursos financeiros que permitiu essa expansão operacional dos traficantes brasileiros. A polarização política também contribuiu muito para que o debate sobre o combate ao crime ganhasse contornos ideológicos e travasse avanços importantes para a repressão policial.

A troca de farpas entre o governador do Rio, Cláudio Castro, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, é um exemplo típico. O fato, porém, é que deveria haver uma colaboração entre as esferas estadual e federal para tentar resolver (ou mitigar) um problema tão sério. Ao final do dia de ontem, apesar das rusgas iniciais, os dois lados pareceram se acertar. Vamos ver se essa trégua veio para ficar ou foi apenas um teatro bem encenado.

Voltando aos efeitos nefastos da polarização: a esquerda, que hoje está no poder, sempre teve dificuldades de assumir uma postura mais agressiva no combate ao crime. O conceito de que a criminalidade é um reflexo das desigualdades sociais está presente no ideário esquerdista e isso acaba influenciando uma ação mais leniente na retaliação às atividades criminosas no país.

De outro lado, temos governadores ligados à direita que defendem uma ação mais forte para coibir as atividades criminosas. Ronaldo Caiado, por exemplo, atuou em seus dois mandatos dessa forma. Tarcísio de Freitas, através do secretário Guilherme Derrite, também defende uma atuação mais agressiva. Cláudio Castro, do Rio, vai pelo mesmo caminho, como pudemos ver na ação que produziu (de acordo com estimativas extraoficiais) mais de cem mortos.

Essas diferenças ideológicas jogam o combate à criminalidade em um debate que apenas atrasa a repressão à bandidagem. É necessário que esquerda e direita conversem para que o placar comece a melhorar para o lado das autoridades. Neste caso especial, partidos como o PT e PSOL precisam entender que o crime deixou de ser apenas uma questão de desequilíbrio social, à medida que o banditismo prosperou e se organizou. Para combater os criminosos profissionais, precisamos de uma nova abordagem, que não significa necessariamente a adoção de ações violentas, com um número altíssimo de mortos, como vimos anteontem.  

Mais do que uma nova abordagem, é urgente um pacto nacional contra o crime organizado. Um pacto que envolva todos os poderes da República, independentemente de coloração partidária. A bandidagem não escolhe ideologia: se infiltra onde há brechas legais e conveniências de determinadas autoridades.

O perigo maior, hoje, não está apenas nas comunidades dominadas por facções. Está na legalização disfarçada das atividades criminosas. O crime organizado já entendeu que pode lavar dinheiro com empresas de fachada, investir em negócios legítimos, participar de licitações públicas e até financiar campanhas eleitorais. Com isso, começa a ocupar espaços no mundo empresarial e financeiro – e, pior, a se aproximar perigosamente do Congresso Nacional e do Judiciário.

Não é exagero dizer que há parlamentares eleitos com dinheiro do tráfico. Não é paranoia afirmar que há decisões judiciais que favorecem interesses obscuros. O crime organizado está aprendendo a usar o sistema contra a sociedade. E se não houver uma reação institucional forte, corajosa e coordenada, vamos assistir à consolidação de um narcoestado silencioso, onde os criminosos não precisam mais de armas – basta um CNPJ e um bom advogado.

Como combater isso? Primeiro, com inteligência. É preciso investir pesado em tecnologia, em investigação financeira, em cooperação internacional. Segundo, com coragem política. Os partidos precisam fazer uma autocrítica e blindar suas estruturas contra a infiltração do dinheiro sujo. Terceiro, com transparência institucional. O Judiciário e o Legislativo devem prestar contas à sociedade e se abrir ao escrutínio público.

É preciso impedir que o crime se infiltre nos mecanismos que deveriam combatê-lo. E isso só será possível se houver um esforço conjunto, acima das disputas ideológicas, para proteger o país daquilo que já não é mais apenas uma ameaça: é uma realidade que se alastra.

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