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PETRÓLEO E ENERGIA

Petrobras amplia defasagem e governo avalia subsídio à gasolina

A alta do petróleo e a redução da capacidade global de refino ampliaram a diferença entre os preços dos combustíveis vendidos pela Petrobras e os valores praticados no mercado internacional.

No diesel, o combustível da estatal está R$ 2,87 abaixo do produto importado, diferença de 88,3%. Na gasolina, a defasagem chega a R$ 1,10, equivalente a 43%.

O cenário ocorre em meio a interrupções em refinarias localizadas no Oriente Médio e na Rússia.

Por que a defasagem da Petrobras aumentou?

A redução da capacidade de refino no mercado internacional pressionou os preços dos derivados.

O Goldman Sachs estima que quase 10 milhões de barris por dia da capacidade global de refino estejam fora de operação.

A situação amplia a defasagem da Petrobras, pressiona a política de preços da companhia e dificulta a atuação dos importadores no mercado brasileiro.

O governo vai manter o subsídio da gasolina?

O governo avalia prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina.

A medida foi criada em maio para conter o repasse da alta internacional do petróleo aos consumidores e custa aproximadamente R$ 1,2 bilhão por mês.

A possibilidade de extensão voltou à discussão diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O petróleo Brent já se aproxima de US$ 94 por barril, aumentando o risco de novos impactos sobre os preços dos combustíveis.

Por que a alta da gasolina preocupa o governo?

Além do possível impacto sobre a inflação, o governo considera as consequências políticas de um aumento da gasolina às vésperas das eleições.

A alta do petróleo internacional aumenta a distância entre os preços externos e internos e eleva a pressão sobre a defasagem da Petrobras.

O que pode impedir a prorrogação do benefício?

A equipe econômica ainda precisa definir uma base jurídica para manter a subvenção.

A atual medida provisória que sustenta o benefício perde validade em setembro.

A evolução do petróleo internacional e da capacidade global de refino deve continuar influenciando tanto a política de preços da estatal quanto a decisão do governo sobre a manutenção do subsídio.

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Foto: Reprodução