BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Opinião: “Boulos virou o picolé de chuchu da esquerda?”

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
16/09/2024
Em OPINIÃO

As últimas pesquisas mostraram certa estagnação de Guilherme Boulos, o candidato do PSOL (em aliança com o PT) à prefeitura de São Paulo. Muitos analistas falaram, na semana que passou, sobre o que estaria impedindo Boulos de crescer. A maioria se fixou em uma opinião: o deputado federal teria chegado ao teto de seu conjunto de intenções de voto. Mas talvez existam duas outras razões para explicar a performance daquele que é o nome mais forte da esquerda na disputa municipal paulistana.

A primeira foi o conjunto de ataques desferidos por Pablo Marçal nas redes sociais e nos debates – muitas vezes, utilizando golpes abaixo da linha da cintura, como a acusação de que ele seria usuário de drogas (aparentemente, baseando-se em um processo judicial contra um homônimo). Boulos não conseguiu se sair bem diante das provocações do ex-coach e perdeu as estribeiras quando foi “exorcizado” por uma carteira de trabalho.

Leia Mais

Trump retira tarifa adicional e abre espaço para produtos brasileiros

Trump diz que EUA podem escoltar navios no Estreito de Ormuz

3 de março de 2026
Mercados globais se preparam para mais instabilidade em meio ao conflito em Israel

Ibovespa fecha a semana em queda, mas mantém forte alta no mês

27 de fevereiro de 2026

A segunda tem a ver com o tom adotado pelo candidato em 2024. Boulos está bem diferente daquele que concorreu contra Bruno Covas quatro anos atrás. Com uma plataforma que privilegiou temas caros à população jovem, como a preocupação com o meio ambiente e uma pauta liberal de costumes, ele entusiasmou uma boa parcela do eleitorado e foi ao segundo turno, derrotando inclusive o petista Jilmar Tatto (8,65% dos votos no primeiro turno) e o ex-governador Márcio França, do PSB (13,64%).

A aliança do deputado, composta pelas siglas PSOL, PT, PCdoB, PV, PDT e PMB, é o abrigo de quase todos os partidos de esquerda, com exceção de PSB, PSTU e UP. Apesar disso, Boulos sabia, desde o início do ano, que precisaria contar com votos dos eleitores de centro caso quisesse ganhar o pleito.

Diante disso, adotou um discurso moderado, enfatizando sua condição de professor universitário e tentando afastar-se do perfil construído como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, quando comandou invasões de propriedades privadas. Agora, diz que “entregou casas” à população carente e seus comerciais de campanha exultam que o candidato lutou por “um processo conduzido de maneira correta, com o apoio do poder público, para a conquista da casa própria”. A língua utilizada para falar de sua época de MTST, pelo jeito, é um tucanês castiço.

A moderação, no entanto, parece ter sido uma armadilha para o candidato.

Em primeiro lugar, o eleitorado não conseguiu comprar a nova imagem do deputado, que adotou um tom de voz neutro até para criticar o prefeito Ricardo Nunes, um de seus adversários diretos. Além disso, ninguém garante, nem mesmo dentro da esquerda, que Boulos, dentro de si, tenha mesmo se transformado em alguém moderado.

Ao discorrer sobre questões técnicas e de zeladoria, o candidato do PSOL parece uma versão esquerdista do vice-presidente Geraldo Alckmin, o que talvez faça dele um picolé de chuchu em versão avermelhada.

O vice-presidente, aliás, é um bom exemplo de como adotar um discurso diferente pode tirar votos de um político. Todos se lembram que, no primeiro debate presidencial do segundo turno de 2006, Alckmin foi extremamente agressivo com seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva – uma estratégia adotada ao longo da segunda etapa do pleito daquele ano.

Os eleitores estranharam o novo Alckmin. Resultado: ele conseguiu a façanha de ter menos votos no segundo turno do que obteve no primeiro (39,9 milhões de votos contra 37,5 milhões).

Boulos tem um dilema: seu índice de rejeição é alto (cerca de 37%, só perdendo para Marçal, com 44%, segundo o Datafolha), mesmo com a adoção de um tom moderado. Caso volte a ser agressivo, pode ganhar em autenticidade, mas correria o risco de ver sua taxa de desaprovação crescer.

Caso vá ao segundo turno, o candidato do PSOL terá de perder o jeitão anódino sem apelar para manifestações raivosas. Em 2018, quando se candidatou à presidência, ele citou Che Guevara em um post nas redes sociais: “Vale milhões de vezes mais a vida de um único ser humano do que todas as propriedades do homem mais rico da Terra”. Diante do dilema que se encontra no momento atual da campanha, talvez ele tenha de seguir outra máxima, atribuída ao revolucionário argentino, que – ao lado de Fidel Castro – tomou o poder em Cuba no ano de 1959: “hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás”.

Não há registro oficial de que Che tenha dito essa frase, mas sua essência pode mostrar uma direção ao caminho que Boulos precise trilhar daqui para a frente. Uma coisa é certa: o modelito picolé de chuchu de esquerda não o levará a lugar nenhum.

Coluna escrita por Aluizio Falcão Filho jornalista, articulista e publisher do portal Money Report, Aluizio Falcão Filho foi diretor de redação da revista Época e diretor editorial da Editora Globo, com passagens por veículos como Veja, Gazeta Mercantil, Forbes e a vice-presidência no Brasil da agência de publicidade Grey Worldwide

As opiniões transmitidas pelos nossos colunistas são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

Com sua estrutura de pedra do ano 30 e capacidade para 15 mil pessoas, a Arena di Verona tornou-se o anfiteatro romano mais preservado da Itália

Aprenda como construir um bar em cozinhas pequenas sem perder a circulação e espaço do ambiente

Homem cria casas feitas com tijolos de plástico e gera emprego para mais de 300 pessoas em Gana

Eles investiram US$ 14 bilhões na ilha de Andaman para criar solo firme com drenos verticais, pois buscam evitar o fracasso de projetos anteriores

Estrada na África do Sul ganha fama por seus 197 km, pois o trajeto de cascalho atravessa reservas da UNESCO com dezenas de travessias de rios

Esqueça o diamante e o rubi, pois esta gema rosa é o símbolo do amor e da cura, sendo a obra-prima mais doce de toda a geologia

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.