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O julgamento de cada geração

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
13/07/2023
Em OPINIÃO

No ano de 1988, a banda inglesa Mike and the Mechanics lançou o seu maior sucesso, “The Living Years”. A música, que trata da relação de pais e filhos, tem, em seus primeiros acordes, uma verdade quase universal: “every generation blames the one before” (“toda geração culpa àquela que a precedeu”). Trata-se de uma realidade porque, de fato, muitas dos problemas que se observa no mundo resultam do fato de as gerações precedentes não tomarem as necessárias medidas para deixar um legado mais positivo para o futuro.

Teriam as novas gerações razão para culpar a anterior? Sim e não. Como tudo na vida, particularmente no momento atual da história – muito semelhante ao Renascimento – damo-nos conta de que tudo é relativo e que a verdade nunca se encontra nos extremos. Também aqueles que, historicamente, exerciam a função de declarar as verdades absolutas, têm perdido a autoridade moral para fazê-lo. Afinal, quem detém a verdade absoluta das coisas? Ninguém.

No aspecto positivo, é fato de que o mundo que vivemos é muito melhor do que aquele que tínhamos no passado. As condições sociais são muito melhores, a medicina evoluiu e as comunicações assumiram uma rapidez inacreditável. No entanto, a leniência na questão dos valores, do respeito mútuo e da compreensão do papel da humanidade, governos ruins e enorme endividamente, o legado deixado é muito negativo.  Relaxamos devido ao conforto que adquirimos, e a compreensão – equivocada, ressalte-se – de que nossos problemas eram demasiadamente grandes e nós insignificantes para resolvê-los.

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Em nenhum lugar esta situação é mais evidente do que o  Brasil atual, que sofre pelos erros das gerações passadas. A desídia de nossos ancestrais, ao preservar a vergonhosa escravidão, é hoje um dos motivos principais de tamanha desigualdade social no Brasil, que persistirá por gerações enquanto a questão econômica do desenvolvimento não foi efetivamente resolvida. É inadmissível um país tão rico ter uma população que vive de salário em salário, explorada por governos e agentes privados, que têm extorquido a capacidade de poupar e sonhar com um futuro melhor. Não há pior situação do que viver num país com pobreza em abundância. Engana-se quem afirma que é bom para os ricos haver pobres.

Sofremos pelos erros de gerações que admitiram a instalação de golpes e ditaduras – civis e militares – e que, ao invés de resistirem arduamente, abriram mão do bem mais precioso, que é a liberdade, em troca de privilégios e ganhos pessoais, aceitando ser esmagados por governos cada vez mais sufocantes.  Acovardamo-nos em dizer não ao modelo político vigente, a uma economia que não deslancha, a um sistema judiciário ineficaz, a um Poder Executivo incapaz com a falta de um projeto efetivo de futuro para este País. Tornamo-nos escravos do governo, da incompetência administrativa de nossos agentes públicos, de uma máquina que não privilegia o mérito e  de uma corrupção que adquiriu sobrevida após o esvaziamento da operação lava-jato. 

Mais importante do que discutir reformas políticas e eleitorais, a preocupação principal do governo deveria ser como aumentar a renda per capita dos brasileiros, estabelecendo objetivos como US$ 15 mil, US$ 20 mil e assim por diante. Ainda dá tempo de sairmos da zona de conforto, sermos grandes para fazer a diferença. Talvez, com isto, as futuras gerações não nos culpem tanto.

*Marcus Vinícius De Freitas é professor visitante da China Foreign Affairs University.

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