Por Fernando Pedro*
Estamos às vésperas de mais um ano desafiador, com perspectivas de oscilações econômicas e orçamentárias. Somado a isso, 2026 será um período de Eleições e Copa do Mundo. Entre um evento e outro teremos feriados prolongados, o que vai demandar atenção especial à operação, ao faturamento e à produtividade do negócio.
Em cenários como esse, muitas organizações precisam ou optam por manter o headcount congelado, evitando a criação de custos fixos de longo prazo. Mas a questão é que, mesmo em momentos de incerteza, é fundamental que a companhia se mantenha resiliente com relação ao dimensionamento da equipe. Afinal, a empresa não pode parar.
E é justamente nesse contexto que a contratação de executivos temporários surge como uma solução estratégica: permite que o negócio tenha os profissionais que precisa pelo período necessário. E mais: a organização acessa esse conhecimento com a comodidade da pessoa ficar alocada na folha de pagamento do parceiro de recrutamento e seleção.
Em organizações culturalmente maduras, esse modelo de contratação, que também é conhecido como staff loan, está previsto no Plano de Gestão de Riscos. É por meio dessa iniciativa que essas companhias se tornam melhores na missão de lidar com três tipos de ameaças:
- Risco de continuidade do negócio
Em alguns casos, executivos-chave precisam se ausentar temporariamente, de maneira programada ou emergencial. Há situações em que o ocupante da cadeira pede demissão de maneira inesperada ou precisa ser desligado repentinamente. Todos momentos com potencial para atrasar projetos e causar instabilidade na equipe.
- Risco de falta de competência entre os membros da equipe permanente
Ao longo da jornada, empresas podem precisar do conhecimento específico de uma pessoa para implementar um projeto, um sistema ou uma estratégia. É o caso em que um profissional temporário especializado pode ingressar na operação para contribuir estrategicamente pelo período em que a ação durar.
- Risco operacional
A empresa pode se ver diante de um desafio operacional momentâneo, como demandas extras, reestruturações, fusões, aquisições, auditorias ou exigências regulatórias. Nesses casos, o executivo temporário ingressa para executar as demandas estratégicas. Também é possível contratar alguém para dar sequência às atividades do dia a dia, enquanto um especialista da equipe permanente focado no projeto principal.
Executivos temporários podem ser contratados para diferentes cadeiras do negócio, incluindo a presidência. Em 2025, eles foram especialmente demandados em três áreas: finanças, em razão da Reforma Tributária; tecnologia, pelo movimento de transformação digital; e RH, em posições de recrutamento. Um levantamento interno da Talenses revela, por exemplo, que o volume de contratações pelo modelo staff loan cresceu 52% neste ano, na comparação com o período anterior.
E vale observar que, historicamente, a valorização desse profissional se mantém em crescimento. Não porque ele seja a solução para que a empresa se mantenha completamente longe de ameaças. Isso, aliás, é algo que não pode ser garantido por nenhuma ação de Plano de Gestão de Riscos.
O que o staff loan faz é permitir que a organização atravesse períodos estratégicos, difíceis ou de incerteza com agilidade e segurança. Dessa forma, a companhia avança com foco no que importa: o crescimento e a continuidade do negócio.
*Coluna escrita por Fernando Pedro, diretor geral da Assigna
As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.
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