Esqueça a prata e o chumbo, pois a Estibina é o mineral metálico que impressiona pela forma. Com seu brilho intenso e cristais que crescem como agulhas longas e afiadas, esse sulfeto de antimônio é uma obra-prima da natureza e da tecnologia, sendo a principal fonte desse elemento químico vital.
O que torna os cristais de Estibina tão únicos?

A Estibina forma cristais prismáticos que podem atingir dezenas de centímetros de comprimento, muitas vezes agrupados em “gerbes” (feixes) que lembram espadas ou agulhas radiantes. Seu brilho metálico prateado é tão intenso que, à primeira vista, parece metal polido artificialmente.
Esses cristais são, no entanto, muito frágeis e macios (dureza 2 na escala Mohs), podendo ser riscados com a unha ou até entortados ligeiramente. Colecionadores de minerais valorizam espécimes intactos, especialmente os provenientes da China e do Japão, que são famosos pela perfeição de suas formas.
Para que serve o antimônio extraído dela?
A Estibina é a principal fonte de antimônio, um metaloide essencial para a indústria moderna. O antimônio é usado para endurecer o chumbo em baterias de carros, em ligas metálicas de baixa fricção e, crucialmente, como retardante de chama em plásticos, tecidos e eletrônicos.
Sem o antimônio extraído da estibina, muitos dos nossos dispositivos eletrônicos e materiais de construção seriam muito mais inflamáveis e menos duráveis. A mineração desse recurso é estratégica e monitorada globalmente, com dados de produção disponíveis em relatórios do setor mineral.
Usos industriais do antimônio:
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Retardantes de chama (segurança contra incêndio).
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Endurecedor de chumbo em baterias automotivas.
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Ligas para tipos de impressão (histórico).
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Fabricação de semicondutores e diodos.
A Estibina é tóxica?
Sim, como muitos minerais que contêm metais pesados e enxofre, a Estibina deve ser manuseada com cuidado. Embora não seja radioativa, o pó gerado ao manusear ou cortar o mineral pode ser prejudicial se inalado ou ingerido. É recomendável lavar as mãos após tocar em amostras brutas.
Para se aprofundar no mundo dos minerais e suas formações, selecionamos o conteúdo do canal Discovery Stone Oficial-BR. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente a estibina (também conhecida como antimonita ou estibinita), explorando sua fórmula química, brilho metálico e morfologia de cristais finos e robustos:
Historicamente, o pó de estibina (kohl) foi usado no Egito Antigo como maquiagem para os olhos, mas hoje sabemos dos riscos associados à exposição prolongada ao antimônio.
Onde são encontradas as melhores Estibinas?
As minas mais famosas do mundo estão na província de Hunan, na China, onde cristais gigantes e perfeitos são extraídos. No passado, a mina de Ichinokawa, no Japão, produziu os cristais mais lendários da história, hoje presentes apenas em museus.
O Brasil possui ocorrências menores, mas a produção nacional de minerais metálicos é robusta e diversificada, conforme dados do IBGE. A tabela abaixo resume as propriedades do mineral.
| Característica | Estibina (Sb2S3) |
| Composição | Sulfeto de Antimônio |
| Hábito Cristalino | Prismático, acicular (agulhas), estriado |
| Dureza | 2 (muito macio) |
| Cor/Brilho | Cinza chumbo / Metálico brilhante |
| Uso Principal | Minério de Antimônio |
Por que ela é chamada de “obra-prima da tecnologia”?
Além de sua beleza natural, a Estibina é a base para tecnologias que garantem nossa segurança (retardantes de fogo) e mobilidade (baterias). É um exemplo de como um mineral bruto, de aparência agressiva e afiada, se transforma em componentes invisíveis que protegem e movem a sociedade moderna.

