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Selic subiu? Isso afeta mais do que seus investimentos

Opinião Por Opinião
23/06/2025
Em MERCADOS

Por Carlos Castro*

A taxa Selic voltou a subir, reacendendo discussões sobre os efeitos dos juros na economia. O que muitos não consideram é que a Selic vai muito além dos investimentos. Ela tem impacto direto no dia a dia de quem consome, trabalha, empreende, paga dívidas e tenta equilibrar o orçamento. É o tipo de decisão que mexe com toda a engrenagem econômica e, consequentemente, com a vida de cada um de nós.

A recente alta da Selic reflete a necessidade de controle da inflação, que insiste em permanecer acima da meta. Além disso, a deterioração do cenário fiscal, com aumento de gastos públicos e incertezas sobre o equilíbrio das contas, eleva a percepção de risco e pressiona a moeda. O Banco Central, nesse contexto, não tem muita escolha: sobe os juros para conter a inflação, preservar o poder de compra e tentar ancorar as expectativas do mercado.

A política monetária é um remédio amargo. Quando o BC sobe a Selic, ele encarece o crédito, desestimula o consumo e freia os investimentos, com o objetivo de reduzir a pressão inflacionária. Funciona, mas custa caro — especialmente para quem já convive com orçamento apertado.

Muitas vezes, as manchetes destacam os efeitos da Selic apenas nos mercados financeiros. De fato, investidores sentem o impacto imediato — a renda fixa se torna mais atraente, enquanto ativos de maior risco, como ações, sofrem. Mas a Selic mexe diretamente com o bolso da população, independente de investir ou não:

  • Crédito mais caro: empréstimos pessoais, financiamento de veículos, crédito consignado, cartão de crédito e cheque especial ficam mais pesados. As taxas sobem, encarecendo qualquer dívida.
  • Dificuldade para financiar sonhos: comprar um imóvel ou um carro fica mais difícil. As parcelas aumentam, exigindo mais renda comprometida ou prazos mais longos.
  • Menos consumo, mais cautela: famílias reduzem gastos, adiam compras, priorizam necessidades. Isso atinge desde o comércio até pequenos negócios.
  • Impacto nas empresas e no emprego: custo de capital mais alto significa menos investimento, menos expansão e, muitas vezes, corte de custos, o que pode incluir congelamento de contratações ou até demissões.
  • Aumento do endividamento: quem já tem dívidas sente o peso. Refinanciar se torna mais caro, e o risco de inadimplência aumenta.

Embora a Selic alta traga desafios, ela também oferece oportunidades para quem se organiza financeiramente:

  • Renda fixa volta a ser protagonista: Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs, debêntures e outros ativos oferecem retornos maiores, muitas vezes batendo a inflação com folga.
  • Proteção patrimonial: dinheiro bem alocado em ativos conservadores gera renda passiva maior, protegendo o poder de compra.
  • Disciplina forçada: juros altos incentivam as pessoas a reverem padrões de consumo, evitarem dívidas e buscarem mais eficiência no orçamento.
  • Inflação sob controle no médio prazo: a função dos juros altos é justamente segurar os preços, beneficiando toda a sociedade quando o remédio faz efeito.

O que a alta da Selic escancara é que não temos controle sobre o cenário macroeconômico. Mas temos total controle sobre como conduzimos nossa vida financeira. A chave está no planejamento financeiro capaz de atravessar ciclos econômicos, sejam eles de expansão ou de aperto monetário.

Aqui estão os pilares indispensáveis de um planejamento para atravessar ciclos econômicos com resiliência financeira:

  1. Reserva financeira: essa é sua primeira linha de defesa. Mantida em ativos líquidos e seguros como Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária, garante segurança contra imprevistos.
  2. Controle absoluto do orçamento: revisar despesas, eliminar desperdícios, priorizar o essencial. Juros altos são convite para olhar com lupa cada linha do extrato.
  3. Fuga de dívidas caras: se há saldo rotativo, cheque especial ou empréstimos com juros elevados, a prioridade deve ser eliminá-los. Não faz sentido investir a 15% ao ano se sua dívida custa 300% no cartão.
  4. Diversificação inteligente: com a Selic alta, a renda fixa é atraente, mas isso não significa abandonar ativos de risco. O investidor de longo prazo entende, por exemplo, que as ações e fundos imobiliários podem ficar mais baratos nesses cenários, criando oportunidades futuras.
  5. Consistência na educação financeira: entender os ciclos, saber como a política monetária afeta sua vida e seus investimentos, permite agir com estratégia e antecipar tendências.
  6. Revisão constante: o que funcionava com Selic a 2% não funciona com Selic a 15%. O planejamento precisa ser vivo, adaptável, atento às mudanças de cenário.

Os juros sobem, depois caem, depois sobem de novo. Esse é o ciclo natural da economia. O que não pode ser cíclico é a sua vulnerabilidade diante disso. Quem entende como esses movimentos impactam sua vida, e se antecipa, constrói uma vida financeira menos dependente dos ventos da economia e mais alinhada aos seus próprios objetivos.

O momento exige cautela, sim, mas também inteligência financeira. E, mais do que isso, exige consciência: você não controla os juros, não controla a inflação, nem o cenário fiscal. Mas controla 100% do que faz com o seu dinheiro.

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*Coluna escrita por Carlos Castro, planejador financeiro pessoal, CEO e sócio fundador da plataforma de saúde financeira SuperRico

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News. Leia mais colunas de opinião aqui.

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