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Risco político dita o ritmo mercado nesta quarta-feira

Incerteza eleitoral eleva prêmio de risco e domina o humor dos investidores hoje

Renata NunesPor Renata Nunes
17/12/2025

O mercado financeiro brasileiro segue sob forte pressão, com a política voltando a ocupar o centro das decisões de preço na última semana cheia do ano. A combinação entre a divulgação antecipada de uma pesquisa eleitoral e o aumento da percepção de risco fiscal provocou uma reprecificação relevante dos ativos domésticos, deixando fatores tradicionais de curto prazo, como Copom e dados de emprego nos Estados Unidos, a um papel secundário.

Segundo análise de Marco Saravalle, estrategista-chefe da MSX, o movimento observado no pregão foi menos uma reação a indicadores econômicos e mais um ajuste à piora na relação risco-retorno para o Brasil no horizonte eleitoral de 2026.

Pesquisa eleitoral muda a leitura do mercado

O principal gatilho do estresse foi a circulação antecipada da pesquisa Genial/Quaest, que alterou a dinâmica percebida no campo da direita. O levantamento mostrou o senador Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo entre os candidatos desse espectro, com cerca de 23% das intenções de voto, mas também com rejeição elevada, em torno de 60%.

Para o mercado, o ponto central não foi a liderança pontual, mas o efeito colateral da pesquisa. A ascensão de Flávio reduz o espaço de Tarcísio de Freitas, até então visto por investidores como o candidato com maior potencial de vitória e melhor interlocução com o mercado. Esse rearranjo elevou a percepção de incerteza e levou investidores a aumentar posições defensivas.

Bolsa cai, dólar sobe e juros longos abrem

A reação foi imediata. O Ibovespa registrou queda próxima de 2,4%, em um pregão de giro elevado, sinalizando ajuste relevante de posições. O dólar avançou, chegando a testar níveis mais altos ao longo do dia, movimento que também foi reforçado por fluxo sazonal de remessas ao exterior.

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Na renda fixa, os juros futuros abriram principalmente nos vértices mais longos da curva, em um movimento que destoou do comportamento dos mercados internacionais e refletiu o aumento do prêmio de risco doméstico.

No desempenho setorial, os bancos lideraram as perdas, por serem mais sensíveis à narrativa fiscal e política. As ações da Petrobras recuaram acompanhando a forte queda do petróleo no mercado internacional, enquanto a Vale apresentou desempenho relativamente melhor, sustentada por revisão de preço-alvo e por sua tese própria.

Copom mantém cautela e evita sinalização clara

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) não trouxe uma indicação explícita de corte de juros já em janeiro. O documento reconheceu o avanço do processo desinflacionário e, pela primeira vez, apontou sinais iniciais de acomodação no mercado de trabalho. Ainda assim, manteve um tom cauteloso, com alertas recorrentes sobre o cenário fiscal.

Com isso, o mercado passou a precificar com mais força a manutenção da Selic na próxima reunião, embora sem formação de consenso. O próximo ponto de atenção será o Relatório de Política Monetária, que pode oferecer mais clareza sobre o balanço de riscos para 2026.

Dados dos EUA não alteram cenário-base do mercado

Nos Estados Unidos, o payroll trouxe uma leitura mista. Apesar do número cheio ter vindo acima das expectativas, revisões negativas e sinais de fraqueza em meses anteriores impediram uma mudança relevante no cenário-base. O mercado segue precificando uma pausa do Federal Reserve como principal hipótese para janeiro.

Avanço fiscal ajuda, mas não elimina incerteza

No campo fiscal, o Congresso aprovou um projeto que corta benefícios fiscais, considerado peça-chave para viabilizar o Orçamento de 2026 e a votação da Lei Orçamentária Anual. O pacote inclui corte linear de incentivos e aumento de tributação sobre juros sobre capital próprio (JCP), além de ajustes envolvendo bets e fintechs.

Petróleo e geopolítica voltam ao radar

Após a forte queda da commodity, o mercado passou a monitorar um novo vetor de risco envolvendo a Venezuela. Informações sobre bloqueio total a petroleiros que entram e saem do país reacenderam a possibilidade de recomposição de prêmio de risco no petróleo no curto prazo, o que pode influenciar ações do setor.

Mercado atento a dados e manchetes

Para esta quarta-feira (17), investidores acompanham indicadores como IPC-Fipe, IGP-M e fluxo cambial no Brasil, além de falas de dirigentes do Federal Reserve e dados de estoques de petróleo no exterior. No cenário político, o andamento das pautas no Senado, em especial o PL da Dosimetria, segue no radar, em um ambiente de elevada sensibilidade a manchetes.

Na avaliação da MSX, o recado do mercado foi claro: enquanto a política monetária no Brasil e nos Estados Unidos aponta para um ambiente potencialmente mais favorável à frente, o prêmio de risco eleitoral voltou a ser o principal determinante do humor, e da volatilidade, dos ativos brasileiros.

Mercado de olho no risco político

Risco político dita o ritmo mercado nesta quarta-feira. Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb

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