Os preços do petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira (20) em forte alta, impulsionados pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por preocupações com a oferta global da commodity.
O contrato do Brent para maio subiu 3,26% (US$ 3,54), fechando a US$ 112,19 por barril, no maior nível desde julho de 2022. Já o WTI avançou 2,27% (US$ 2,18), a US$ 98,32 por barril.
Escalada geopolítica impulsiona preços
O movimento de alta foi sustentado pelo agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com ataques a infraestruturas energéticas e risco crescente de interrupções no fornecimento global.
Além disso, o Iraque declarou força maior em campos de petróleo operados por empresas estrangeiras, elevando ainda mais as preocupações com a oferta da commodity no mercado internacional.
O envio adicional de tropas americanas ao Golfo Pérsico também contribuiu para a deterioração do cenário, reduzindo as expectativas de uma resolução rápida para o conflito.
Brent acumula forte alta na semana
Com o avanço desta sessão, o petróleo Brent acumulou ganho de aproximadamente 8,8% na semana, refletindo o aumento consistente do prêmio de risco geopolítico nos preços da commodity.
Durante o pregão, o Brent chegou a subir mais de US$ 4, reforçando o ambiente de elevada volatilidade nos mercados de energia.
Diferença entre Brent e WTI chama atenção
Apesar da alta no dia, o contrato do WTI apresentou desempenho mais contido no acumulado semanal. O desconto em relação ao Brent atingiu níveis elevados, evidenciando distorções regionais na precificação do petróleo.
Resumo do dia
- Brent (maio): +3,26%, a US$ 112,19
- WTI (abril): +2,27%, a US$ 98,32
- Brent na semana: +~8,8%
- Drivers: guerra no Oriente Médio, risco de oferta e tensões geopolíticas
O avanço do petróleo reforça o cenário de pressão inflacionária global e aumenta a cautela dos investidores, em um momento em que o mercado monitora de perto os desdobramentos do conflito e seus impactos sobre energia e política monetária.













