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Petrobras registra máxima histórica após Governo anunciar Brasil na OPEP+

As ações preferenciais da Petrobras registraram novos recordes nesta terça-feira, 18, impulsionadas pelo anúncio da adesão do Brasil à Opep+. As ações PETR4 atingiram a máxima histórica de R$ 38,44 às 14h01, superando o recorde anterior de R$ 38,37 em 31 de janeiro. As ações ordinárias (PETR3) também apresentam desempenho positivo, alcançando R$ 42,19 às 13h45, embora ainda abaixo da máxima histórica de R$ 42,40 registrada em 31 de janeiro.

O desempenho das ações PETR4 nessa terça-feira (Foto: Reprodução/Profit Nelogica)

O movimento ascendente das ações ocorreu após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciar que o Brasil aceitou o convite para ingressar na Opep+, grupo que reúne os principais países produtores de petróleo e seus aliados. A decisão foi tomada durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e visa ampliar a influência do país no setor energético global, além de contribuir para a transição energética.

Análise de especialistas

A notícia foi bem recebida pelo mercado, refletindo-se na valorização dos papéis da estatal. Analistas apontam que a participação do Brasil na Opep+ pode trazer maior estabilidade e previsibilidade aos preços do petróleo, beneficiando empresas do setor, como a Petrobras. Apesar da euforia do mercado, especialistas ponderam que a adesão do Brasil à Opep+ não deve trazer impactos práticos para a Petrobras. Pedro Rodrigues, sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), destaca que a decisão de integrar a organização é do governo brasileiro, sem relação direta com a gestão da estatal.

“Quem vai ser membro da Opep+ é o Brasil e não a Petrobras. A realidade do mercado de petróleo brasileiro é muito diferente da Arábia Saudita, da Rússia ou do Irã. No Brasil, a Petrobras é uma sociedade de economia mista, com acionistas privados que precisam ser respeitados. Diferente de países que controlam suas empresas estatais, o governo brasileiro não tem meios para impor cortes na produção. Por isso, ser membro da Opep+ não traz, na prática, impacto positivo ou negativo para a Petrobras”, afirmou Rodrigues.

O especialista também questionou se a alta das ações da estatal está diretamente relacionada à decisão do governo. Ele citou o feriado nos Estados Unidos na véspera como um possível fator de influência sobre o fluxo de compra dos papéis nesta terça-feira.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi fundada em 1960 e atualmente é composta por 13 membros, incluindo Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. Em 2016, a Opep formou a Opep+, uma aliança que inclui outros 10 países produtores de petróleo, como a Rússia, com o objetivo de coordenar políticas de produção e influenciar os preços globais do petróleo. Com o ingresso na Opep+, o Brasil se junta a países como Arábia Saudita, Rússia e outros grandes produtores de petróleo, reforçando sua posição no cenário energético internacional.

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