A Bolsa brasileira encerrou uma semana histórica de forte valorização, marcada por sucessivas renovações de recordes e forte entrada de capital estrangeiro. O Ibovespa acumulou alta de 8,66% nos últimos cinco pregões, consolidando um dos melhores desempenhos semanais dos últimos anos.
Dos cinco dias de negociação, o índice registrou máximas históricas em quatro sessões, refletindo um ambiente de forte apetite ao risco e reposicionamento global de investidores em direção a mercados emergentes.
A semana começou com o Ibovespa ainda na casa dos 164 mil pontos e terminou com o índice alcançando, nesta sexta-feira (23/01/2026), a máxima histórica intraday de 180.532,28 pontos, rompendo de forma consistente todos os patamares técnicos anteriores.
Fluxo estrangeiro sustenta rali da Bolsa
Na avaliação de Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, o movimento da semana reflete uma combinação de fatores externos e estruturais.
“O Ibovespa acompanha uma sequência de altas muito apoiada pela entrada de capital estrangeiro na nossa Bolsa e por uma maior tomada de risco do investidor internacional, após falas mais brandas de Donald Trump sobre a Groenlândia e a União Europeia, que trouxeram um fôlego maior para o mercado brasileiro”, afirma.
Segundo o especialista, o alívio nas tensões geopolíticas tem sido determinante para a realocação de portfólios globais.
“As bolsas lá fora acompanham essa alta com um alívio nas tensões geopolíticas. Com o mundo todo praticamente na tendência de queda de juros, isso favorece os ativos de risco e as bolsas vão mais para cima. Acredito que a Bolsa brasileira tende a ter um 2026 próspero.”
Novo ciclo para a renda variável brasileira
O desempenho da semana reforça a leitura de que o Brasil passou a integrar um novo ciclo global de alocação em emergentes, beneficiado por fatores como:
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Redução do prêmio de risco geopolítico;
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Enfraquecimento do dólar global;
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Expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e no Brasil;
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Forte fluxo estrangeiro para ativos brasileiros.
A combinação desses fatores tem gerado uma compressão da curva de juros, melhora nas condições financeiras e valorização expressiva das ações mais líquidas do índice.
A sequência de recordes ao longo da semana marca uma mudança clara de patamar técnico do Ibovespa, que saiu da região dos 160 mil pontos para se aproximar rapidamente da faixa dos 180 mil.
Com quatro máximas históricas em cinco pregões e valorização acumulada próxima de 9%, o Ibovespa fecha a semana consolidando um dos melhores momentos da renda variável brasileira desde o período pós-pandemia.
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