O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira em alta de 0,68%, aos 169.813,15 pontos, com avanço de 1.144,43 pontos. O movimento interrompe uma sequência recente de três quedas, com apoio relevante das ações de grandes bancos.
Apesar da recuperação no dia, o índice segue pressionado por uma correção mais ampla iniciada após a máxima histórica de 199.354 pontos, registrada em 14 de abril, quando chegou perto dos 200 mil pontos. Desde então, a bolsa acumula queda superior a 15%.
Geopolítica segue como principal risco
No exterior, o foco permaneceu na escalada de tensões no Oriente Médio. As relações entre Estados Unidos e Irã voltaram a se deteriorar após novas acusações envolvendo um incidente militar, mantendo o ambiente de aversão ao risco elevado.
Embora haja sinais pontuais de normalização no fluxo pelo Estreito de Ormuz, a percepção de risco permanece elevada. O mercado já demonstra ceticismo em relação a possíveis acordos diplomáticos, o que mantém a volatilidade nos preços de commodities e ativos financeiros.
Exterior misto limita otimismo
Os principais índices de Wall Street encerraram o dia sem direção única, com o Dow Jones em leve alta, enquanto outros índices oscilaram, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e de fatores técnicos.
Entre eles, a expectativa por uma grande oferta pública de ações nos Estados Unidos contribui para a rotação de recursos e para o aumento da volatilidade no curto prazo. Além disso, investidores têm migrado de ações de crescimento tradicional para papéis mais sensíveis ao ciclo econômico.
Na Europa, o comportamento foi semelhante, com bolsas fechando próximas da estabilidade, também impactadas pelas incertezas no Oriente Médio.
Câmbio, juros e commodities
No mercado de câmbio, o dólar comercial teve leve queda de 0,04%, a R$ 5,178, em um movimento contido. Já os juros futuros (DIs) recuaram na maior parte da curva.
O petróleo apresentou queda moderada, acompanhando a melhora parcial no fluxo de transporte na região do Golfo, enquanto metais preciosos como ouro e prata também encerraram em baixa.
Governo monitora inflação
No cenário doméstico, segue a preocupação com os impactos inflacionários do ambiente externo. Entre as alternativas em discussão, está o aumento da mistura de etanol na gasolina como forma de mitigar pressões sobre os preços dos combustíveis.
O investidor permanece atento ao equilíbrio entre fatores internos e externos, em um ambiente que ainda exige cautela, mesmo diante de movimentos pontuais de recuperação da bolsa.

