O Ibovespa fechou em forte alta nesta terça-feira, avançando 1,30%, aos 179.722,48 pontos, após chegar a superar a marca dos 181 mil pontos durante o pregão. O volume financeiro somou R$ 21,6 bilhões, em um dia em que a Bolsa brasileira voltou a se descolar do desempenho negativo das bolsas norte-americanas, pressionadas pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
O movimento positivo foi sustentado por fatores domésticos. Entre eles, uma pesquisa eleitoral que mostrou empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, além dos novos desdobramentos envolvendo o caso Master, que apontaram proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Com isso, os investidores deixaram em segundo plano a divulgação do PIB brasileiro do segundo trimestre, que mostrou crescimento de 0,5% em relação aos três meses anteriores.
Entre as blue chips, a Petrobras foi o principal destaque positivo. As ações ordinárias (PETR3) avançaram 4,14%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 4,11%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.
Os bancos também tiveram desempenho majoritariamente positivo. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) avançaram 2,27%, BTG Pactual (BPAC11) ganhou 2,30%, Bradesco (BBDC4) subiu 1,22% e Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,96%. Na contramão do setor, o Santander Brasil (SANB11) recuou 0,74%.
A Vale (VALE3) também contribuiu para o desempenho do índice, com alta de 0,58%, superando o avanço de 0,14% registrado pelo minério de ferro negociado na China.
Entre as maiores altas do pregão, a CSN (CSNA3) liderou o Ibovespa, com valorização de 7,89%, seguida por C&A (CEAB3), que avançou 5,41%, e Brava Energia (BRAV3), com ganho de 5,08%.
Na ponta negativa, a Magazine Luiza (MGLU3) registrou a maior queda do índice, recuando 3,95%. Em seguida apareceram Fleury (FLRY3), com baixa de 2,39%, e Embraer (EMBR3), que perdeu 1,40%.
