A Bolsa brasileira voltou a acelerar forte na tarde desta quinta-feira (22/01/2026) e ampliou o movimento de alta observado no pregão anterior. Por volta das 13h22, o Ibovespa atingiu 177.190,99 pontos, renovando a máxima histórica intraday, em um avanço superior a 3% no início da tarde.
O movimento consolida um dos períodos mais positivos do mercado brasileiro nos últimos anos, com forte entrada de fluxo estrangeiro, apetite renovado ao risco e rotação para ações ligadas ao ciclo doméstico.
Fluxo estrangeiro segue como principal motor
Segundo Cristiano Henrique Luersen, sócio e assessor de investimentos da Wiser Investimentos, o novo avanço do índice reflete a continuidade do fluxo global para mercados emergentes.
“O que estamos vendo é a consolidação de um movimento estrutural de saída de capital dos mercados desenvolvidos, especialmente Europa e Estados Unidos, em direção aos emergentes. O Brasil se beneficia diretamente desse reposicionamento, com entrada consistente de recursos estrangeiros sustentando a alta da Bolsa”, afirma.
Maiores altas do dia
Entre as principais altas do Ibovespa nesta quinta-feira, destaque para papéis ligados a consumo, educação, construção e infraestrutura:
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Cogna (COGN3): +7,15%
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Viva (VIVA3): +6,48%
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Rede D’Or (RDOR3): +6,04%
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Braskem (BRKM5): +6,01%
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Yduqs (YDUQ3): +5,43%
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MRV (MRVE3): +5,39%
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CSN (CSNA3): +5,34%
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Natura (NATU3): +5,43%
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Cosan (CSAN3): +5,06%
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Motiva (MOTV3): +4,98%
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Vamos (VAMO3): +4,83%
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Gerdau (GGBR4): +4,70%
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Azzas (AZZA3): +4,44%
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Energisa (ENGI11): +4,50%
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C&A (CEAB3): +4,59%
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MRF (MRFG3): +4,53%
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Axxis (AXIA7): +4,44%
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Magalu (MGLU3): +4,43%
O destaque mais uma vez ficou para ações de educação, varejo, saúde e construção, setores mais sensíveis ao ciclo de juros e à atividade doméstica.
Morgan Stanley vê Ibovespa a até 250 mil pontos em 2026
O novo rali ocorre no mesmo dia em que o Morgan Stanley revisou suas projeções para a Bolsa brasileira e reforçou uma visão construtiva para 2026.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (22), o banco afirma que o Ibovespa pode avançar cerca de 20% até o fim de 2026 em seu cenário base. Em um cenário mais favorável, com alternância de poder e a formação de um governo visto como mais pró-mercado, o potencial de alta pode chegar a 46%.
Nesse cenário otimista, tomando como base o patamar de fechamento da véspera, o índice poderia atingir até os 250 mil pontos.
Segundo o Morgan, o Brasil pode estar entrando em um ciclo de alta mais longo, em sintonia com outros países da América Latina. Três fatores sustentam essa tese:
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Mudanças no cenário geopolítico global, que favorecem mercados emergentes;
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Fim do ciclo de alta de juros no Brasil;
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Possibilidade de um novo governo após as eleições de outubro de 2026.
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