O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (7) em queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos pregões. O principal índice da B3 recuou 1,03%, aos 161.975 pontos, em um movimento de realização de lucros após duas sessões consecutivas de valorização.
O volume financeiro foi consistente e refletiu um pregão marcado por maior cautela, com investidores ajustando posições diante de um ambiente externo mais desafiador e da ausência de catalisadores domésticos relevantes no curto prazo.
O que pressionou o mercado hoje?
O dia foi caracterizado por um aumento da aversão ao risco no exterior, após a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas. Nesse sentido, o movimento reforçou a percepção de desaceleração da atividade e levou os investidores a reduzir exposição a ativos de maior risco, como ações de mercados emergentes.
Além disso, o noticiário geopolítico voltou ao radar, contribuindo para um tom mais defensivo nos mercados globais e influenciando o desempenho da Bolsa brasileira ao longo de toda a sessão.
Bancos pesam e limitam o desempenho do índice
As ações do setor financeiro figuraram entre as principais pressões negativas do dia. Papéis de grandes bancos registraram perdas relevantes, exercendo impacto direto sobre o desempenho do Ibovespa, dado o peso dessas companhias na composição do índice.
Por outro lado, ações ligadas a commodities apresentaram comportamento mais misto. Enquanto algumas blue chips conseguiram encerrar o pregão em leve alta, ajudando a conter perdas maiores, o movimento não foi suficiente para reverter o viés negativo do índice.
Dólar sobe em sintonia com o exterior
No mercado de câmbio, o dólar comercial avançou e fechou o dia acima de R$ 5,39. O movimento acompanhou o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, em meio à busca por segurança e ao ajuste das expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.
Enquanto isso, os juros futuros oscilaram ao longo do dia, refletindo tanto o cenário externo quanto a leitura de que o mercado local segue sensível a qualquer mudança na percepção de risco global.
Resumo do fechamento
- Ibovespa: queda de 1,03%, aos 161.975 pontos
- Dólar comercial: alta, acima de R$ 5,39
- Viés do pregão: correção após altas recentes e maior cautela global
Por outro lado, investidores seguem atentos aos próximos indicadores econômicos e aos desdobramentos do cenário internacional, que devem continuar ditando o ritmo dos mercados nos próximos pregões.

