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IBOV 208.865 +8.72% USD/BRL R$ 5,00 -4.29% EUR/BRL R$ 5,60 -4.55% BTC/BRL R$ 427.564 +0.02% PETR4 R$ 56,18 +9.79% VALE3 R$ 70,96 -1.58% WEGE3 R$ 50,53 -1.79% ITUB4 R$ 50,08 +11.71% BBDC4 R$ 22,07 +14.77% BBAS3 R$ 26,79 +12.94% BPAC11 R$ 82,75 +25.34% ABEV3 R$ 16,64 +5.05% CYRE3 R$ 34,00 +21.47%
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Ibovespa fecha em queda com pressão externa

Ibovespa fecha em queda com pressão externa

Segundo a análise de Felipe Castro, especialista em mercado de capitais e sócio da Matriz Capital, o Ibovespa fechou no vermelho com a oscilação do mercado e a falta de confiança dos investidores nas perspectivas de uma baixa mais acelerada da taxa de juros no Brasil no futuro próximo, decorrente da política de arrecadação e gastos do governo em comparação com as oportunidades vislumbradas para mercados mais consolidados como os Estados Unidos, que devem manter a taxa de juros nos próximos meses.

Apesar da queda do índice, algumas ações operam em alta, casos de IRB (IRBR3), Embraer (EMBR3) e MRV (MRVE3). Diante da ausência de notícias específicas a respeito das empresas, acredito que as altas são puramente reflexo de fluxo comprador, possivelmente pela atuação de investidores institucionais com algum grande fundo de investimento comprando ações em função de análise própria.

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Entre as maiores baixas estão Pão de Açúcar (PCAR3) com oscilação negativa superior a 6%. Na sequência, vem Grupo Soma (SOMA3) e Petz (PETZ3) caindo. As quedas refletem a continuidade da tendência baixista para ativos de varejo em geral em função do cenário macroeconômico no Brasil e o mercado busca avaliar o preço justo para as ações das empresas e aproveita oportunidades de trade nos ativos. Diante da tendência de baixa, aumenta a quantidade de operações de venda a descoberto, gerando um fluxo vendedor que aprofunda as quedas. Esse movimento pode ser comprovado mediante aferição das taxas de aluguel das ações, que seguem subindo.

Já o dólar opera próximo à estabilidade na medida em que o mercado aguarda o depoimento de Jerome Powell, presidente do FED (o banco central americano), no congresso americano na quarta a respeito do ritmo de redução das taxas de juros nos Estados Unidos. A manutenção dos juros nos EUA em patamares historicamente elevados mantém os juros futuros em alta, o que desincentiva o investimento em ativos de risco, como as ações.

Para o restante da semana, acredito que o mercado aguarda, além da fala de Powell, os dados do mercado de trabalho americano, que refletem o nível de atividade nos EUA e a consequente necessidade de manter os juros nos patamares atuais ou a possibilidade de queda, que incentivaria a migração de capital da renda fixa para a renda variável, puxando as bolsas mundiais para cima.

Confira o fechamento do Ibovespa e demais índices

  • Ibovespa: 128.340,54 (-0,65%)
  • S&P 500: 5.130,95 (-0,12%)
  • Nasdaq: 16.207,51 (-0,41%)
  • Dow Jones: 38.990,69 (-0,25%)
  • Dólar: R$ 4,94 (-0,16%)
  • Euro: R$ 5,37 (+0,01%)
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