O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira em alta, em um pregão marcado por volatilidade e recuperação ao longo do dia. O índice ganhou força principalmente com o desempenho positivo das ações de bancos e de Vale, enquanto papéis específicos do varejo seguiram pressionados.
Após oscilar durante boa parte do pregão, o principal índice da B3 encontrou sustentação no fluxo comprador de ações de maior peso, em um movimento de ajuste de posições no início do ano e de leitura mais construtiva do cenário externo.
Bancos aceleram e dão suporte ao índice
O setor financeiro foi um dos principais destaques da sessão. As ações de Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil avançaram de forma consistente, refletindo recomposição de carteiras e expectativa de melhora no ambiente para ativos domésticos.
O desempenho do setor ajudou a compensar a pressão em papéis mais sensíveis ao consumo e manteve o Ibovespa em trajetória positiva no fechamento.
Vale sobe e reforça viés positivo
As ações da Vale também contribuíram para o avanço do índice, acompanhando o movimento das commodities metálicas no exterior. O papel voltou a exercer papel relevante na composição do Ibovespa, reforçando o viés comprador ao longo da tarde.
Varejo segue pressionado e Casas Bahia cai forte
Na ponta negativa, as ações da Casas Bahia (BHIA3) voltaram a recuar e registraram queda expressiva, mantendo a sequência negativa observada nas últimas sessões. O papel segue pressionado por preocupações com estrutura de capital, cenário competitivo e desafios operacionais do setor.
Outros ativos ligados ao consumo discricionário também apresentaram desempenho mais fraco, refletindo maior seletividade dos investidores.
Câmbio e exterior influenciam o pregão
No mercado de câmbio, o dólar apresentou comportamento mais contido frente ao real, o que ajudou a aliviar a pressão sobre ativos locais. No exterior, o ambiente foi de cautela moderada, com investidores acompanhando dados econômicos e ajustes de expectativa para os próximos meses.
O que fica no radar
Apesar do fechamento positivo, analistas destacam que o mercado segue atento a fatores macroeconômicos, à trajetória dos juros e ao comportamento das commodities. A tendência, segundo a avaliação predominante, é de sessões ainda marcadas por volatilidade e rotação setorial no curto prazo.

