O Ibovespa encerrou a semana desta sexta-feira (27) em queda de 0,92%, refletindo um movimento de realização de lucros após sessões marcadas por volatilidade e pela divulgação de dados de inflação acima do esperado. No último pregão da semana, o índice recuou com mais intensidade e fechou aos 188.786,98 pontos.
O principal fator de pressão veio do IPCA-15, que reforçou a cautela dos investidores em relação ao ritmo de cortes da taxa Selic. O dado aumentou a percepção de risco e reduziu apostas em um afrouxamento monetário mais agressivo no curto prazo.
Desempenho da semana
- Segunda-feira (23): -0,88%
- Terça-feira (24): +1,40%
- Quarta-feira (25): -0,13%
- Quinta-feira (26): -0,13%
- Sexta-feira (27): -1,16%
Com o resultado, o índice acumulou queda de 0,92% na semana. Apesar disso, o desempenho segue positivo no mês, com alta de 4,09% em fevereiro. No acumulado de 2026, o avanço já chega a 17,17%.
Contexto e perspectivas
A retração semanal é vista por analistas como um ajuste técnico após máximas recentes, em meio a um cenário de revisão das expectativas para a política monetária. O mercado também acompanhou a temporada de balanços corporativos e o comportamento dos mercados internacionais.
Setores ligados a commodities e bancos apresentaram desempenho misto ao longo dos últimos pregões, contribuindo para a oscilação do índice.
Mesmo com a queda na semana, o Ibovespa mantém trajetória positiva no médio prazo, sustentado por fluxo estrangeiro, expectativa de crescimento econômico e perspectiva de redução gradual dos juros ao longo do ano.

