Pular para o conteúdo
Mercados
IBOV 209.067 +1.38% USD/BRL R$ 4,99 -0.61% EUR/BRL R$ 5,58 -0.72% BTC/BRL R$ 414.760 +0.96% PETR4 R$ 56,00 +0.94% VALE3 R$ 67,90 +0.38% WEGE3 R$ 51,47 -0.58% ITUB4 R$ 50,70 +2.74% BBDC4 R$ 21,61 +0.46% BBAS3 R$ 24,64 +1.57% BPAC11 R$ 81,50 +5.20% ABEV3 R$ 15,99 -0.99% CYRE3 R$ 35,23 +6.44%
Nelogica
MERCADOS

Ibovespa avança na semana, dólar sobe e petróleo domina mercado

O mercado brasileiro encerrou a semana com sinais mistos, mas o saldo foi positivo para a renda variável. Mesmo com a queda no pregão desta sexta-feira (11), o Ibovespa acumulou cerca de 1,1% de valorização no período e completou a quarta semana consecutiva de ganhos, sustentado por expectativas de juros menores e pela busca por ativos locais.

Ao mesmo tempo, o câmbio refletiu um ambiente externo mais cauteloso. O dólar comercial terminou próximo de R$ 5,10 e avançou na comparação semanal, em um contexto de inflação mais resistente nos Estados Unidos, perspectiva de aperto monetário pelo Federal Reserve e aumento das tensões relacionadas à energia.

Bolsa mantém sequência positiva, apesar da baixa no fim

O Ibovespa encerrou a sexta-feira pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que acompanharam a realização nos preços internacionais do petróleo. Ainda assim, o índice preservou os ganhos acumulados ao longo dos últimos dias e voltou a demonstrar resiliência depois de alcançar patamares próximos dos 188 mil pontos.

Além disso, a divulgação do IPCA de agosto contribuiu para a percepção de melhora no cenário doméstico. A inflação registrou deflação de 0,32%, resultado um pouco melhor do que o esperado pelo mercado. Em 12 meses, o indicador ficou em 4,22%, reforçando a avaliação de que o Banco Central pode manter o ciclo de redução da Selic.

Por outro lado, investidores seguem atentos à composição do dado inflacionário. Parte da desaceleração teve influência de fatores temporários, o que mantém no radar o risco de uma pressão futura sobre preços, especialmente diante da alta das commodities e da trajetória do dólar.

Por que o dólar ganhou força frente ao real?

O dólar oscilou ao longo da sexta-feira, mas fechou perto de R$ 5,10, com a PTAX de venda em R$ 5,0918. Na semana, a moeda americana acumulou valorização diante do real, refletindo a maior procura global por proteção e a revisão das apostas para os juros nos Estados Unidos.

Nesse sentido, os dados mais recentes de inflação americana aumentaram a cautela dos mercados. A leitura é de que o Federal Reserve pode adotar uma postura mais dura na próxima reunião, elevando a probabilidade de nova alta de juros. Juros maiores nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a reduzir o fluxo para mercados emergentes, como o Brasil.

Enquanto isso, o cenário local ajudou a evitar uma pressão ainda maior sobre a moeda brasileira. O IPCA abaixo do esperado e a perspectiva de continuidade da flexibilização monetária doméstica deram algum suporte ao real, embora não tenham sido suficientes para neutralizar por completo o movimento externo.

Petróleo acima de US$ 100 amplia cautela dos investidores

O petróleo foi o principal destaque da semana. Os contratos caminharam para encerrar o período acima de US$ 100 por barril, após uma escalada associada às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às preocupações com a oferta global da commodity.

Na sexta-feira, entretanto, os preços passaram por realização. O WTI operava perto de US$ 99,50 por barril, enquanto o Brent recuava para a região de US$ 104,90. A queda pontual não eliminou a preocupação do mercado: a alta recente do petróleo amplia o risco de inflação global e pode dificultar a condução dos juros pelas principais economias.

Além disso, a menor disponibilidade de petróleo saudita e os riscos para rotas marítimas estratégicas mantêm o mercado de energia sob pressão. A preocupação também se estende aos derivados, com o diesel em níveis elevados nos Estados Unidos e risco de repasse para cadeias produtivas e preços ao consumidor.

Quais ações ficaram no radar durante a semana?

As ações da Petrobras tiveram papel relevante na movimentação do Ibovespa. A estatal foi beneficiada durante parte da semana pelo petróleo mais caro, mas terminou a sexta-feira em queda, acompanhando o recuo da commodity no exterior. As petroleiras independentes também registraram perdas no último pregão.

Vale e empresas do setor de mineração apresentaram desempenho mais irregular, enquanto as siderúrgicas sofreram maior pressão. Entre os bancos, o movimento foi mais favorável, com ações de grandes instituições financeiras sustentando parte do índice em uma sessão marcada por volatilidade.

  • Ibovespa: acumulou cerca de 1,1% de alta na semana e completou quatro semanas consecutivas de valorização.
  • Dólar comercial: encerrou próximo de R$ 5,10, com avanço no acumulado semanal.
  • Petróleo Brent: permaneceu acima de US$ 100 por barril, apesar da realização na sexta-feira.
  • IPCA de agosto: registrou deflação de 0,32%, abaixo da expectativa do mercado.
  • Federal Reserve: entra no radar da próxima semana após dados de inflação reforçarem a cautela global.

Mercado volta atenções para Fed, petróleo e inflação

Para a próxima semana, os investidores devem acompanhar de perto a decisão do Federal Reserve e os sinais sobre a política monetária americana. Uma postura mais restritiva da autoridade pode manter o dólar forte e pressionar mercados emergentes, inclusive os ativos brasileiros.

Além disso, a evolução do petróleo será decisiva para o humor dos mercados. Caso os preços continuem elevados, a pressão sobre a inflação pode aumentar e reduzir o espaço para cortes de juros no Brasil e no exterior. Nesse cenário, a combinação entre dados econômicos, geopolítica e expectativa eleitoral deve manter a volatilidade elevada.

Ibovespa avança na semana, dólar sobe e petróleo domina mercado