O dólar encerrou a sessão desta terça-feira praticamente estável frente ao real, com leve queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1785, após oscilar ao longo do dia. O movimento veio na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana perdeu força frente a outras divisas.
Durante a manhã, a divisa chegou a operar em baixa, mas ganhou tração ao longo da tarde, refletindo a cautela dos investidores diante do noticiário geopolítico. A guerra no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados, especialmente após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Sequência recente e desempenho no ano
O fechamento próximo da estabilidade ocorre após uma sequência de três altas consecutivas. Na sessão anterior, o dólar havia avançado 0,50%, encerrando a R$ 5,1811, no maior nível desde 30 de março.
No acumulado de 2026, a moeda norte-americana ainda registra queda de 5,66% frente ao real, apesar da recente pressão altista observada nos últimos dias.
Mercado futuro e referências
No mercado futuro, o contrato de dólar para julho — o mais líquido na B3 — fechou em queda de 0,36%, aos R$ 5,2050, por volta das 17h03.
No mercado à vista, as cotações ficaram em R$ 5,178 tanto na compra quanto na venda.
Exterior e fluxo global
Apesar da estabilidade no Brasil, o dólar recuou no cenário internacional, refletindo ajustes técnicos e movimentações de investidores em meio às incertezas globais.
O ambiente segue dominado pela aversão ao risco, com o conflito envolvendo Irã e Israel mantendo os agentes financeiros em alerta e limitando movimentos mais consistentes nos ativos.














