O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (23) em queda firme frente ao real, refletindo a melhora do ambiente externo e a redução das tensões geopolíticas. A moeda norte-americana à vista recuou 1,33%, cotada a R$ 5,2418.
O movimento acompanhou a desvalorização global do dólar, em um dia marcado pela diminuição da aversão ao risco nos mercados internacionais. Investidores reagiram positivamente a sinais de alívio no conflito no Oriente Médio, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando adiamento de possíveis ações militares contra o Irã.
Alívio externo pressiona dólar
Com a leitura de menor risco imediato de escalada no conflito, houve uma recomposição de posições em ativos de maior risco, favorecendo moedas de países emergentes, como o real. O índice do dólar (DXY) recuou no exterior, enquanto os rendimentos dos Treasuries também cederam, reforçando o movimento de enfraquecimento da moeda americana.
Além disso, a queda nos preços do petróleo contribuiu para reduzir temores inflacionários globais, o que ajudou a melhorar o humor dos mercados e impulsionar o fluxo para ativos mais arriscados.
Atuação do BC e fluxo ajudam o real
No cenário doméstico, a atuação do Banco Central também colaborou para a valorização do real. A autoridade monetária realizou leilões de linha, ofertando dólares ao mercado, o que contribuiu para aumentar a liquidez e aliviar pressões no câmbio.
O movimento também foi impulsionado pelo desmonte de posições defensivas em dólar, acumuladas nos últimos dias em meio ao cenário de incerteza global.
Acumulado ainda mostra cautela
Apesar da queda desta sessão, o dólar ainda acumula alta ao longo do mês de março, refletindo os episódios recentes de volatilidade internacional. No entanto, no acumulado de 2026, a moeda americana segue em trajetória de queda frente ao real.
O comportamento do câmbio continua atrelado ao noticiário externo, especialmente às dinâmicas geopolíticas e às expectativas para a política monetária global, além do fluxo de capital para mercados emergentes.

