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China pode estar disposta a reverter situação ambiental – mas a um preço ‘brutal’

BMCNEWS Por BMCNEWS
10/01/2022
Em MERCADOS

A China potencializou a sua economia nos últimos anos, tendo um grande crescimento econômico mundial. Uma máquina que ainda assim, pode, nesta década, passar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo. Com isso, o governo chinês não se ‘interessou’ – a longo prazo – sobre como ia se dar esse crescimento, tendo emissões elevadas de carbono  prejudicando a atmosfera e acendendo um alerta perigoso.

Mesmo após tantos anos de alta economicamente, a emissão de carbono pela China continua crescendo aceleradamente na comparação com outros países.

De acordo com Rodrigo Zeidan, professor da New York University e colunista da Folha de S. Paulo, o impacto do crescimento econômico sobre o meio ambiente mundial é ‘brutal’.

“Infelizmente, é a consequência negativa do enriquecimento chinês. Pelo menos, a China reconhece que sem controlar suas emissões, não há como impedir que o mundo aqueça ainda mais. As rápidas mudanças na China são importantíssimas para descabonizar a economia mundial, mas com certeza o crescimento chinês acelerou, e muito, as emissões de gases do efeito estufa até hoje”, afirmou.

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Para se ter uma ideia, a China se tornou o maior emissor de dióxido de carbono em 2006 e sua emissão por pessoa é cerca de metade da dos Estados Unidos. Mas a sua enorme população, que já chega em 1,4 bilhão de pessoas, e o crescimento econômico explosivo colocam o país bem à frente de qualquer outro em volume total de emissões. De acorodo com o Rhodium Group, em 2019, o país era responsável por 27% das emissões de gases do efeito estufa no mundo.

Conferências foram feitas para reunir todos os países e tentar reverter a situação climática do mundo. No começo, China e Estados Unidos não quiseram participar desta tentativa de reduzir as emissões, mas eventualmente a pressão ficou muito grande para as potências.

Assim, na Assembleia Geral da ONU, realizada em 2020, o presidente chinês, Xi Jinping renovou o apoio ao Acordo Climático de Paris e pediu que o mundo tenha foco na proteção do meio ambiente após a pandemia. 

Mesmo com o pedido, Xi Jinping não escondeu que a China vai atingir continuar a emissão do jeito que está, reduzindo gradativamente o uso de carvão a partir de 2026. A ideia do mandatário é alcançar a neutralidade de carbono até 2060, ou seja, revertendo todo o dano causado – na teoria.

O argumento usado pela China é que o país tem o direito de fazer o que países ocidentais fizeram no passado, que é liberar dióxido de carbono no processo de desenvolvimento de sua economia e de redução da pobreza.

Como funcionará o mercado

O objetivo do mercado chinês é limitar a quantidade de dióxido de carbono que as companhias podem liberar, estimulando a competição das empresas para se tornarem mais eficientes energeticamente e adotarem tecnologias limpas. Se as companhias cortarem sua emissão de carbono, elas poderão vender suas licenças de poluição não usadas. Já as empresas que excederem o volume, terão que pagar multas, ou comprar mais permissões 

Com essas vendas e cortes no volume de poluição que as companhias têm permissão para liberar, o governo pode pressionar as empresas a adotarem tecnologias limpas.

O professor ainda fala sobre como a China sempre persegue os seus objetivos quando falados. “Há dois tipos de objetivos de políticas na China: aspiracionais e metas a serem perseguidas por autoridades locais e federais. Diferentemente de muitos governos ocidentais, a China dificilmente faz compromissos públicos com metas tangíveis, mas quando o faz, isso rapidamente é alvo a ser perseguido”, avalia.

“Nesse sentido, várias iniciativas estão ganhando força. Nesta semana, por exemplo, a China lançou regras para compra de energia elétrica “verde”, dando prioridade a energias renováveis no sistema de energia elétrica. Logo depois de ser lançada essa iniciativa, energia solar e eólica estavam sendo transacionadas a um prêmio de 0,03 a 0,05 Yuan por kWh ”.

Impactos na economia

No momento, a economia chinesa, assim como a mundial, ainda sofre com a pandemia e os elevados preços. Segundo Zeidan, neste momento, essas restrições ainda não impactam tão diretamente sua economia. “A queda de curto prazo, contudo, não é resultado de regulações ambientais e sim da piora do cenário de crescimento mundial. A variante delta está assustando o mundo inteiro e, por isso, as expectativas para o crescimento mundial pioraram, o que se reflete no preço das matérias primas”.

Porém, a longo prazo, a China terá sua economia muito afetada, podendo perder esse grande crescimento que vem tendo nos últimos anos. “Mudanças climáticas vão, direta e indiretamente, afetar ainda mais as economias mundiais, incluindo-se a China, no futuro. Com certeza, restrições regulatórias internacionais vão limitar o que a China, e qualquer outro país, pode usar de produtos que geram danos significativos ao meio ambiente”.

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Além disso, Zeidan completa que outro fator que intervém diretamente é a compra de matéria prima. Logo, a China pagaria mais caro por eles. “Se tragédias ambientais e mudanças de regras limitarem a produção mundial de minério, que assim seja – os chineses pagarão mais caro por matérias primas”.

A China sabe que sofrerá muito assim que as leis ficarem mais restritivas sob a emissão de gases, por isso, Xi Jinping disse a ONU que seu país ainda afetará muito o meio ambiente até 2026, no objetivo de se desenvolver mais e se tornar a maior economia do mundo.

Mas a pergunta que fica é até que custo para o planeta, uma economia pode fazer para ganhar o que quer, afetando o futuro das nações e de economias globalmente interligadas.

*Edição de Marianne Paim

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