Nesta terça-feira (13), os mercados acompanham uma agenda econômica concentrada em dois eixos centrais: a atividade do setor de serviços no Brasil e os dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos. As divulgações ajudam a calibrar as expectativas para política monetária, tanto do Banco Central brasileiro quanto do Federal Reserve.
No cenário doméstico, os números do setor de serviços reforçam a leitura sobre o ritmo da atividade no fim de 2025. Já no exterior, o foco recai sobre o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro, indicador-chave para as decisões futuras de juros nos EUA.
Serviços no Brasil seguem no radar do mercado
Às 9h, o IBGE divulga o crescimento do setor de serviços referente a novembro. No recorte anual anterior, o avanço foi de 2,2%, enquanto na comparação mensal anterior o crescimento ficou em 0,3%.
Os dados são acompanhados de perto pelo mercado por refletirem a parte mais resiliente da economia brasileira e por sua relação direta com a inflação de serviços, considerada mais sensível ao mercado de trabalho e à renda. A leitura reforça o debate sobre o grau de desaceleração da atividade e seus impactos na trajetória dos juros ao longo de 2026.
Inflação americana concentra atenções
Nos Estados Unidos, o principal destaque do dia ocorre às 10h30, com a divulgação do CPI de dezembro. No dado mensal anterior, a inflação ao consumidor avançou 0,3%, em linha com o consenso do mercado. Na base anual, o índice ficou em 2,7%, também em linha com as projeções.
O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, apresentou alta mensal de 0,3%, acima da expectativa de 0,2%. O resultado tende a manter a cautela do Federal Reserve na condução da política monetária, especialmente diante de um mercado de trabalho ainda resiliente.
Mercado imobiliário dos EUA mostra perda de fôlego
Ao meio-dia, o foco se desloca para o setor imobiliário americano. As vendas de casas novas, com projeção que somam 715 mil unidades em outubro, abaixo do que o mês anteior, que foi 800 mil. O dado reforça sinais de moderação na atividade imobiliária, setor sensível ao nível elevado das taxas de juros nos EUA.
O que o mercado observa
Com essa combinação de indicadores, investidores seguem atentos à leitura conjunta entre atividade e inflação. No Brasil, os números de serviços ajudam a balizar expectativas sobre o crescimento no curto prazo. Nos Estados Unidos, o comportamento do CPI e de seu núcleo continua sendo determinante para o ritmo e o timing dos próximos movimentos do Fed.
A agenda desta terça-feira tende a influenciar o comportamento do dólar, dos juros futuros e das bolsas, em um ambiente ainda marcado por cautela e ajuste fino de expectativas para 2026.













