O Ibovespa encerrou esta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, em forte alta e renovou seu recorde histórico, impulsionado pelo avanço das commodities e pelo bom desempenho do setor financeiro. O principal índice da B3 chegou a 165.145,98 pontos com os ajustes de fechamento. Dessa forma superou a máxima intraday anterior registrada em 5 de dezembro de 2025, que era de 165.035,97 pontos. No encerramento do pregão, o índice subiu 1,96%.
O movimento foi sustentado principalmente pela valorização do petróleo, em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, o que elevou a percepção de risco sobre a oferta global da commodity. O Irã segue reprimindo protestos internos com violência e voltou a ameaçar uma reação dura diante de qualquer eventual intervenção americana. Uma escalada do conflito traz ao radar do mercado o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de petróleo no mundo.
Os contratos futuros da commodity atingiram o maior nível desde outubro de 2025. O Brent para março fechou em alta de 1,60%, a US$ 66,52 por barril, na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 1,42%, a US$ 62,02 por barril, na Nymex. Apesar de o Departamento de Energia dos Estados Unidos ter informado um aumento de 3,4 milhões de barris nos estoques na semana encerrada em 9 de janeiro, para 422,4 milhões de barris, número acima do esperado pelo mercado, o fator geopolítico falou mais alto e sustentou a alta dos preços.
No mercado acionário brasileiro, a valorização do petróleo favoreceu papéis ligados ao setor de commodities, enquanto o segmento financeiro também apresentou desempenho robusto, contribuindo de forma relevante para a alta do índice. Bancos e instituições financeiras acompanharam o maior apetite por risco, em um ambiente de valorização dos ativos domésticos. “Desde a abertura do mercado já víamos o Brasil se beneficiando desse movimento de valorização das commodities. A Vale tem muito peso no Ibov e essa alta expressiva ajudou o principal índice da Bolsa brasileira”, destacou o analista Leonardo Santana, sócio da Top Gain.













