Em comunicado divulgado nas redes sociais, o chefe do Executivo brasileiro classificou como inaceitáveis os bombardeios em solo venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Lula afirmou que a ação representa uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e cria um “precedente perigoso para a comunidade internacional”.

“Atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreveu o presidente.
ula ressaltou que a condenação ao uso da força faz parte da postura histórica do Brasil, defendendo sempre a resolução de conflitos por meio do diálogo e da cooperação. Segundo ele, a comunidade internacional, em especial a ONU, deve responder de forma vigorosa ao episódio para preservar a paz e a estabilidade na região.
O presidente brasileiro afirmou ainda que o Brasil está à disposição para contribuir com iniciativas que promovam o diálogo entre Venezuela e Estados Unidos e evitem uma escalada do conflito.
O que aconteceu em Caracas nessa madrugada
Na madrugada deste sábado, explosões e forte atividade militar foram registradas na capital venezuelana, Caracas, e em outras áreas do país, em uma operação militar que culminou com a afirmação do governo norte-americano de que o presidente Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país por forças especiais dos EUA. Testemunhas relataram que as explosões começaram por volta das 2h da manhã, com sons de detonações e aeronaves decolando e voando em baixa altitude sobre a cidade. Labaredas de fumaça foram vistas nas imediações de bases militares e áreas estratégicas, e partes da capital ficaram sem eletricidade enquanto a população acordava em meio ao caos.
O governo venezuelano classificou a ação como uma agressão militar estrangeira e uma violação clara de sua soberania, declarando estado de emergência nacional e convocando as forças sociais e políticas do país a se mobilizarem diante do que chamou de “ataque imperialista”. Autoridades afirmaram que as explosões atingiram alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, embora os números de vítimas ainda não tenham sido oficialmente divulgados.
Após os ataques, as ruas de Caracas amanheceram desertas e sob forte presença de forças de segurança, com muitos moradores permanecendo em casa indefinidamente, tentando entender o que estava acontecendo e buscando informações por meio de redes sociais e canais de notícias internacionais. Relatórios iniciais descrevem um clima de choque, confusão e incerteza entre os civis, enquanto líderes opositores observam a situação com atenção, e autoridades estrangeiras pedem calma e respeito às normas internacionais.
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(Com informações da Agência Brasil)












