Os Estados Unidos preparam uma nova etapa da pressão econômica sobre Teerã, com foco no isolamento financeiro e comercial do país.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, deve apresentar nesta segunda-feira (24) um novo pacote de sanções contra o Irã. A estratégia pretende utilizar diferentes órgãos e instrumentos do governo americano para cortar fontes de financiamento do regime iraniano.
Bessent afirma que o objetivo é aumentar o custo econômico para Teerã e tentar romper o impasse no conflito.
Quem também pode ser atingido pelas sanções?
A ofensiva americana pretende atingir países e empresas que continuem negociando com o Irã.
Entre os potenciais alvos estão compradores e transportadores de petróleo iraniano, operadores financeiros e agentes envolvidos na manutenção de voos ou em formas de contornar restrições marítimas e bancárias.
Bessent advertiu que países que preservarem relações com Teerã poderão compartilhar do isolamento financeiro imposto ao regime iraniano.
Como o Irã pretende responder?
O governo iraniano afirmou que responderá às medidas dos Estados Unidos e ameaçou adotar ações contra países considerados colaboradores da estratégia americana.
Ao mesmo tempo, Irã e Omã devem retomar nesta terça-feira negociações sobre a futura gestão do Estreito de Ormuz, uma rota relevante para o mercado global de energia.
O principal risco para o petróleo é que a ampliação das sanções contra o Irã provoque nova reação de Teerã e volte a afetar os fluxos pelo estreito.
Qual é o impacto para a economia brasileira?
Dario Durigan afirmou que a guerra no Irã afeta diretamente a inflação brasileira e a condução da política monetária.
O ministro apontou pressão sobre combustíveis e restrições à produção global de fertilizantes, com reflexos sobre os custos do agronegócio.
O cenário amplia a atenção sobre os efeitos das sanções contra o Irã, da guerra e do tráfego pelo Estreito de Ormuz sobre energia e inflação.
