Os ataques ao Irã entraram em uma nova fase após o ofensiva coordenada realizado por Estados Unidos e Israel no sábado (28). A operação atingiu instalações militares e estruturas ligadas ao comando político e militar do país, incluindo áreas próximas ao centro de poder em Teerã.
Explosões foram registradas na capital iraniana e em outras cidades, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O bombardeio matou integrantes do alto escalão militar e também o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O objetivo declarado pelo governo americano é impedir o avanço do programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação buscou eliminar a ameaça de uma possível arma nuclear.
Retaliação imediata após ataques ao Irã
Após o ataque, o Irã respondeu com mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas na região. Sirenes foram acionadas em cidades israelenses, e sistemas de defesa antimísseis entraram em operação.
A reação não ficou restrita ao território israelense. Explosões e interceptações de projéteis foram registradas em países do Golfo Pérsico que abrigam tropas dos Estados Unidos, como Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Também houve registros de incidentes na Síria.
Na noite de sábado, uma nova rodada de mísseis iranianos foi lançada, ampliando a tensão regional. Israel respondeu novamente no domingo (1º), realizando novos bombardeios contra alvos em Teerã e em outras regiões do país.
Morte de Ali Khamenei e as mudança de comando no país
Com a morte de Ali Khamenei, o Irã declarou luto nacional e criou um conselho de liderança temporário. O aiatolá Alireza Arafi foi nomeado líder supremo interino e ficará responsável por conduzir o processo de escolha de um sucessor permanente.
O presidente iraniano classificou a morte do líder como uma “declaração de guerra” e afirmou que haverá responsabilização dos autores dos ataques.
Apesar da escalada militar, surgiu um sinal diplomático. No domingo, Donald Trump afirmou que a nova liderança iraniana demonstrou interesse em retomar negociações e que ele concordou em dialogar.
O presidente americano, no entanto, não informou quando a conversa ocorrerá e declarou que parte dos interlocutores iranianos morreu durante os bombardeios.
A fala indica que, paralelamente à ofensiva militar, existe uma tentativa de reabrir canais diplomáticos para evitar um conflito prolongado.
O centro da disputa: o programa nuclear
O pano de fundo dos ataques ao Irã é o programa nuclear do país. Washington e Israel afirmam que Teerã busca desenvolver uma arma nuclear. O governo iraniano nega e sustenta que o programa tem finalidade energética e civil.
A Agência Internacional de Energia Atômica já declarou anteriormente que os ataques realizados em 2025 causaram danos relevantes às instalações nucleares, mas não destruíram totalmente a capacidade iraniana.
Por que o mundo inteiro está olhando para os ataques ao Irã
O conflito preocupa governos e investidores porque a região concentra parte relevante da produção mundial de petróleo. Uma escalada militar mais longa poderia afetar rotas estratégicas de transporte de energia no Oriente Médio.
Além do risco militar, a guerra no Irã aumenta a incerteza geopolítica global e pode influenciar inflação, política monetária e decisões de bancos centrais ao redor do mundo.
No curto prazo, o cenário permanece volátil: ataques continuam ocorrendo, enquanto sinais de negociação aparecem em paralelo, combinação que mantém o mercado internacional em estado de alerta.
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