Os Estados Unidos realizaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, junto com sua esposa, Cilia Flores. O anúncio foi feito por Trump em sua rede social, a Truth Social, em meio a relatos de explosões intensas e movimentação aérea militar sobre Caracas e outras regiões do país.
Segundo relatos de moradores, ao menos sete explosões foram registradas na capital venezuelana, incluindo áreas civis e instalações militares estratégicas. Moradores relataram aeronaves voando em baixa altitude durante a madrugada, além de apagões pontuais de energia em diferentes bairros da cidade.
“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado junto com sua esposa e retirado do país”, escreveu Trump. O presidente americano acrescentou que uma coletiva de imprensa está marcada para o início da tarde, em Mar-a-Lago, na Flórida.
O que se sabe até o momento
- Explosões e ataques aéreos foram ouvidos por volta das 2h da manhã (horário local) em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com relatos de fumaça e danos em bases como o Forte Tiuna e a Base Aérea de La Carlota.
- A operação representa uma escalada sem precedentes nas tensões entre Washington e Caracas, após meses de pressão dos EUA sobre o regime de Maduro, incluindo acusações de narcotráfico e a designação de organizações ligadas ao governo venezuelano como terroristas.
- A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu “prova de vida imediata” de Maduro e de sua esposa, afirmando que o governo local não tem informações claras sobre o paradeiro do casal.
- O governo venezuelano declarou estado de emergência, classificou a ação dos EUA como “agressão militar imperialista” e convocou mobilização popular para repudiar a ofensiva.
Reações internacionais
As respostas globais começaram a se intensificar ao longo da manhã. Rússia e Cuba condenaram a operação, classificando-a como uma grave violação da soberania venezuelana e do direito internacional.
Na contramão, a Argentina, sob o governo de Javier Milei, elogiou a ação americana e a captura de Maduro, tratando o movimento como um avanço contra regimes autoritários.
Países como o Chile manifestaram preocupação com a escalada do conflito e defenderam que a crise seja resolvida por meio do diálogo e do respeito às normas multilaterais. Organismos como ONU e OEA já enfrentam pressão para convocar reuniões emergenciais.
Implicações regionais e geopolíticas
Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA pode impactar a estabilidade política da América Latina, com risco de deslocamentos de refugiados, tensões nas fronteiras e reconfiguração de alianças estratégicas no continente.
A operação também reacende o debate sobre o uso da força militar fora do território americano, especialmente em ações sem autorização explícita do Congresso dos EUA, levantando questionamentos jurídicos e diplomáticos.
Enquanto isso, a população venezuelana enfrenta um cenário de incerteza e tensão, com relatos de apagões, restrições de circulação e preocupação crescente com o futuro político e social do país.

