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Baixa cobertura e alto risco climático: setor de seguros em debate no BM&C Talks

Redação BM&C News Por Redação BM&C News
17/09/2025
Em BM&C TALKS, Entrevista, Exclusivas

Em entrevista ao jornalista Carlo Cauti, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira, avaliou os avanços e gargalos do setor de seguros no país. O executivo destacou que, apesar do interesse crescente desde a pandemia e dos eventos climáticos extremos, a cultura de proteção ainda se expande lentamente, sobretudo no residencial e no rural.

Segundo Oliveira, a tragédia no Rio Grande do Sul evidenciou a urgência de ampliar a cobertura. “No caso do Rio Grande do Sul, menos de 20% das casas tinham seguro residencial”, disse. Em contraste, “na França 97% das casas têm seguro; nos Estados Unidos, 95%”.

Perdas no campo e a conta pública: por que o seguro rural precisa de escala?

O agronegócio, responsável por cerca de um quarto do PIB, segue exposto. Oliveira citou estimativas do governo de perdas superiores a R$ 300 bilhões em dez anos por eventos climáticos, sendo “90% disso no agronegócio”. Apesar disso, “apenas 6% da área plantada no Brasil tem seguro”.

Nesse sentido, o dirigente comparou o Brasil aos EUA: “Nos Estados Unidos, 90% da área plantada é coberta por seguro rural, e o governo subsidia 50% do custo”. Por outro lado, no Brasil, a subvenção encolheu: “O orçamento do seguro rural é aproximadamente R$ 500 milhões. Para economizar R$ 500 milhões, acaba-se com uma conta de R$ 20 a R$ 30 bilhões em renegociações de dívidas”.

  • Perdas climáticas (10 anos): > R$ 300 bilhões
  • Indenizações de seguro rural (5 anos): bilhões de reais
  • Cobertura rural no Brasil: 6% da área plantada
  • Cobertura rural nos EUA: 90% (com 50% de subsídio ao prêmio)
  • Subvenção brasileira estimada: R$ 500 milhões/ano
  • Renegociação de dívidas rurais: R$ 20–30 bilhões

Oliveira relatou discussões em curso na Susep para ampliar ou tornar obrigatória a cobertura de alagamentos nas apólices residenciais. Além disso, a comparação internacional indica caminho: “Logo após o incidente, 100% das casas afetadas [na França] será indenizada pela seguradora. O que aconteceu no Brasil? Até hoje famílias estão sem onde morar”.

IOF e previdência: o que muda para o longo prazo?

O presidente da confederação apontou impacto relevante do IOF de 5% sobre aportes anuais acima de R$ 300 mil nos planos de previdência. “Estamos estimando para este ano uma queda em torno de 20% a 25% nas captações de previdência”, afirmou, prevendo retração de 15% a 20% no agregado do ano. Para ele, a alíquota “inviabiliza a aplicação” em situações típicas de vida financeira: “Não é que a pessoa tenha R$ 300 mil todo ano; muitas vezes é a venda de um imóvel, o FGTS, a poupança de uma vida”.

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Enquanto isso, o restante do mercado avança. “Excluindo previdência, devemos ter crescimento médio de 8% a 10%”, com destaque recente para seguros de riscos financeiros, patrimoniais e de engenharia.

Open Insurance barateará seguros no Brasil?

Oliveira foi cauteloso: “O Open Insurance é um grande desafio. O mercado de seguros já funciona como um ‘open’: você renova todo ano, recebe ofertas de dezenas de seguradoras, há plataformas eletrônicas e troca de dados entre companhias”. Com “140 seguradoras em operação e cerca de 100 mil corretores”, ele teme custos adicionais do modelo atual: “Ele cria mais um intermediário… traz mais custos e não necessariamente novos clientes”. Como alternativa, sugeriu integração ao Open Finance para reduzir fricções.

Hoje, pouco mais de 50 milhões de brasileiros têm cobertura de saúde. Para ampliar o acesso e manter sustentabilidade, Oliveira defende “regulação equilibrada” e maior flexibilidade de produtos, adequados ao perfil e à renda. Ele alerta para o efeito da judicialização que amplia coberturas além do contratado, elevando custos médios e, por consequência, afastando potenciais novos usuários de menor renda.

Mudanças climáticas e a COP30: qual é o papel do setor de seguros?

Oliveira ressaltou três contribuições-chave das seguradoras frente ao clima:

  • (1) assumir riscos com novos produtos — inclusive propostas como um “seguro social de catástrofe” para famílias vulneráveis;
  • (2) atuar como gestor técnico de riscos para o poder público — “o governo deveria usar as seguradoras como instrumento de gestão de risco”;
  • (3) investir com horizonte de longo prazo, inclusive em eventuais títulos verdes domésticos.

Nesse sentido, a participação na COP30, em Belém, terá a “Casa do Seguro”, um hub setorial com “ferramentas de avaliação de risco climático” e um “hub de dados climáticos” para acelerar subscrição e precificação. “Será uma COP voltada à adaptação”, disse, diante de eventos que “não deixarão mais de acontecer”.

Juros altos, indexação e crédito: um freio adicional

Oliveira também comentou a macroeconomia. Na sua avaliação, a persistência inflacionária se soma a um sistema ainda “muito indexado”, o que exige juros elevados por mais tempo e cria distorções: “Com 15% ao ano, ninguém troca título público livre de risco por debêntures de prazo longo, isso trava o investimento e provoca seleção adversa”. No mercado de seguros, a previdência segue “excelente produto” para planejamento, mas a atratividade geral perde fôlego quando o curto prazo remunera demais.

O que fica da entrevista?

  • Baixa penetração residencial e rural expõe famílias e o agronegócio.
  • O desenho de incentivos públicos pode reduzir grandes “contas” futuras.
  • O IOF sobre previdência desincentiva poupança de longo prazo e investimento.
  • O mercado já é competitivo; open deve evitar aumentar custos desnecessários.
  • A COP30 abre janela para o setor alavancar adaptação climática.

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